Investidores em alerta: Por que setembro assusta o mercado de Bitcoin

Investidores em alerta Por que setembro assusta o mercado de Bitcoin
  • Setembro traz risco histórico para investidores de Bitcoin
  • Geopolítica e juros aumentam incertezas no mercado cripto
  • Liquidez institucional pode mudar cenário de quedas sazonais

À medida que o verão chega ao fim, os investidores de Bitcoin já se preparam para enfrentar o que muitos consideram o mês mais perigoso do mercado.

Historicamente, setembro é conhecido por trazer fortes perdas não apenas para ações, mas também para criptomoedas. Por isso, 2025 pode repetir esse padrão de quedas.

O chamado “Efeito Setembro” não é novidade. Há quase um século, o S&P 500 registra desempenho negativo nesse mês, tornando-se o único período com quedas consistentes.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A pressão também sobre o Bitcoin. Desde 2013, a criptomoeda registra recuo médio de 3,7% em setembro, com oito quedas relevantes no total.

O peso histórico e a pressão de liquidez

Especialistas explicam que a fraqueza não é fruto do acaso, mas resultado de fluxos de caixa. Muitos fundos encerram o ano fiscal em setembro, liquidando ativos e reequilibrando carteiras.

Ao mesmo tempo, a emissão de títulos governamentais costuma retirar liquidez do mercado, reduzindo o apetite por ativos de risco, como ações e criptomoedas.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Nas criptos, o impacto tende a ser mais intenso. O Bitcoin opera 24 horas por dia, sem circuit breaker, e grandes liquidações podem acontecer em minutos.

Mesmo com valor de mercado expressivo, o Bitcoin ainda é pequeno perto das grandes classes de ativos. Por isso, movimentações institucionais geram efeitos desproporcionais.

“Setembro virou mais psicologia do que matemática”, disse Yuri Berg, consultor da FinchTrade. “Muitos vendem apenas porque acreditam que todos vão vender.”

Geopolítica e incertezas ampliam os riscos

Este ano, setembro chega com uma tensão adicional. A inflação dos Estados Unidos permanece em 3,1%, e o Federal Reserve decide sobre juros no dia 18.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Além disso, conflitos armados seguem afetando cadeias de suprimentos globais, enquanto disputas comerciais envolvendo os EUA aumentam a instabilidade nos mercados.

Daniel Keller, CEO da InFlux Technologies, alerta para uma possível “tempestade perfeita“. “Guerras, inflação e incertezas criam riscos sérios para o Bitcoin este mês.”

Mas nem todos acreditam em queda inevitável. Ben Kurland, CEO da DYOR, argumenta que a presença institucional e maior liquidez podem mudar o cenário atual.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Nos primeiros anos, setembro parecia fraco porque o mercado era pequeno. Hoje, a estrutura é mais sólida. Sazonalidade já não manda tanto”, afirmou.

Analistas recomendam observar os índices de medo e ganância. Se o sentimento melhorar, pode indicar resiliência se cair, confirma os riscos de queda.

Que setembro repita a história ou quebre o padrão? O Bitcoin segue como peça central em um mercado global guiado por psicologia, política e geopolítica.

Compartilhe este artigo
Entusiasta de criptomoedas e tecnologia, comecei minha jornada com consoles no Nintendo 64. Sempre explorando novos gadgets e tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, meu maior hobby é jogar futebol.
Sair da versão mobile