Não adotar as criptomoedas é igual viver em um sociedade sem computador, diz BNY

Foto: Freepik

A BNY Mellon, um dos maiores bancos dos Estados Unidos, tem planos de continuar a explorar o ecossistema das criptomoedas, mas com cautela. De acordo com o CEO Robin Vince, os ativos digitais são a “maior jogada a longo prazo” da instituição financeira e ele reconheceu que a instituição mais antiga do mundo precisa se adaptar às mudanças tecnológicas.

“Estamos investindo em um futuro que provavelmente virá a ser, mas pode não vir. Mas se vir, temos que estar lá”, disse ele. “Achamos importante participarmos do espaço mais amplo de ativos digitais.”

O chefe do banco comparou o ignorar o espaço as criptomoedas a “ser o depositário há 50 anos e se manter com papel e não adotar um computador… Isso não será a nossa história”.

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A BNY Mellon é uma dos vários jogadores tradicionais de instituições financeiras que estão entrando no espaço dos criptoativos digitais. A Fidelity abriu contas de criptomoedas para varejo em novembro e a BlackRock lançou um fundo privado de Bitcoin em agosto e um ETF ligado a criptomoedas e blockchain na Europa.

Queremos exposição ao Bitcoin

No ano passado, o banco recebeu aprovação da reguladora financeira de Nova York para receber depósitos de Bitcoin e Ethereum de clientes selecionados. A BNY Mellon está trabalhando com Fireblocks e Chainalysis como suas principais parceiras para sua estratégia de custódia e também está aproveitando outras empresas, incluindo Blockdaemon.

Além disso, o banco oferece duas plataformas de ativos digitais: a Digital Asset Fund Services e a Digital Asset Custody. A Digital Asset Fund Services fornece serviços para cerca de 19 ETFs e fundos de criptomoedas, incluindo o Grayscale Bitcoin Trust (GBTC). Sua plataforma de custódia de ativos digitais foi lançada recentemente e está disponível apenas para clientes institucionais dos EUA.

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Recentemente o BNY Mellon relatou uma queda de 38% nos lucros no quarto trimestre, passando de $822 milhões em 2020 para $509 milhões em 2021. O banco planeja cortar 3% dos funcionários, cerca de 1.500 empregos, de acordo com um relatório do Wall Street Journal.

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Jornalista, assessor de comunicação e escritor. Escreve também sobre cinema, séries, quadrinhos, já publicou dois livros independentes e tem buscado aprender mais sobre criptomoedas, o suficiente para poder compartilhar o conhecimento.
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