Precisamos de um novo caminho: Vitalik Buterin muda o rumo do Ethereum e abandona Layer 2

Precisamos de um novo caminho Buterin muda o rumo do Ethereum e abandona Layer 2
  • Buterin desafia L2s e reacende debate sobre verdadeira descentralização
  • Ethereum busca novo caminho com menos dependência de soluções externas
  • Mudança força L2s a provar valor além da escalabilidade

O cofundador da rede, Vitalik Buterin, afirmou que o ecossistema precisa trilhar “um novo caminho”. Segundo ele, várias soluções construídas sobre Ethereum deixaram de cumprir o nível mínimo de descentralização esperado.

Buterin declarou que algumas redes de camada 2 fizeram concessões excessivas e, por isso, não deveriam ser tratadas como extensões oficiais do Ethereum. A mudança de postura surpreendeu desenvolvedores e investidores.

“A visão original dos servidores de camada 2 já não faz sentido”, escreveu o programador em publicação no X. A fala marcou o abandono de uma estratégia que guiou o projeto nos últimos anos.

O debate sobre escalabilidade toma um novo rumo

Durante muito tempo, o foco dos desenvolvedores foi escalar a rede principal. O objetivo sempre envolveu ampliar o espaço em bloco sem abrir mão de segurança, eficiência e descentralização.

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Por isso, diversas plataformas como Base, Polygon, Arbitrum e Optimism surgiram e ganharam força. Todas se apresentaram como L2s capazes de ampliar o poder do Ethereum ao processar transações fora da rede principal.

No entanto, Buterin mudou sua avaliação. Ele afirmou que a rede principal já escala em velocidade suficiente, reduzindo a necessidade de depender de intermediários. Além disso, apontou que alguns servidores de camada 2 não atendem aos padrões exigidos e não deveriam ser rotulados como “shards oficiais”.

O desenvolvedor disse que várias dessas redes não conseguem ou não desejam cumprir os requisitos mínimos de um “shard de marca”. Para ele, isso ocorre tanto por limitações técnicas quanto por pressões regulatórias que empurram empresas para um modelo mais centralizado.

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Descentralização entra no centro da discussão

Buterin relembrou que, em 2022, descreveu as L2s como sistemas que passam por dois estágios de maturidade. No “estágio 1”, elas ainda usam “rodinhas de treinamento”, com dependência estrutural elevada. No “estágio 2”, elas alcançam descentralização plena.

Hoje, porém, ele defende que a comunidade precisa ver as L2s como um espectro. Algumas cumprem os padrões do Ethereum, outras, não. E, segundo ele, trocar segurança por vantagens comerciais já não é aceitável.

A declaração mexe diretamente com o setor de desenvolvimento e marketing das soluções de camada 2. Durante anos, quase todas apresentaram seu produto como uma forma de escalabilidade do Ethereum. Agora, essa narrativa perde força.

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Buterin foi direto ao apontar o novo desafio: “O que eu faria hoje se fosse um profissional de nível 2? Identificaria um diferencial que não fosse ‘escalabilidade’.”

A afirmação ecoa como um alerta para todo o ecossistema. A partir daqui, a pressão aumenta para que as redes L2 provem que realmente mantêm a essência descentralizada que sempre definiu o Ethereum.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia, comecei minha jornada com consoles no Nintendo 64. Sempre explorando novos gadgets e tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, meu maior hobby é jogar futebol.
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