Preço do Bitcoin testa US$ 70k e pode subir ainda mais na semana

Bitcoin a US$ 1 milhão? Gestora explica o cenário que pode levar a criptomoeda a esse preço
  • Fluxo institucional sustenta teste dos US$ 70 mil no preço do Bitcoin
  • Baleias ainda não mostram pressão vendedora
  • Mercado observa risco geopolítico no curto prazo

O Bitcoin voltou a testar a região de US$ 70 mil nesta semana, após avançar cerca de 4,48% em 24 horas, impulsionado por fluxos consistentes no mercado à vista. O movimento reforça a leitura de que o ativo ainda encontra suporte relevante na demanda, especialmente em meio à entrada de capital institucional. Ainda assim, o cenário permanece sensível e altamente dependente de fatores externos.

A valorização ocorre em um momento de tensão geopolítica relevante. O prazo de um ultimato dos Estados Unidos ao Irã, envolvendo o Estreito de Ormuz, se encerra, enquanto o mercado aguarda desdobramentos políticos que podem influenciar diretamente os ativos de risco. Nesse contexto, operadores monitoram a possibilidade de volatilidade elevada no curto prazo.

Apesar disso, dados de fluxo indicam que o teste dos US$ 70 mil não foi, até agora, acompanhado por sinais clássicos de distribuição por grandes investidores. Pelo contrário, a dinâmica recente sugere um movimento mais orgânico, sustentado por compras no mercado à vista, e não apenas por alavancagem especulativa.

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Um dos indicadores mais observados neste momento é o fluxo de entrada de Bitcoin nas exchanges segmentado pela “idade” das moedas. Esse dado permite identificar o comportamento de diferentes perfis de investidores e ajuda a distinguir entre movimentos sustentáveis e possíveis armadilhas de mercado.

Preço do Bitcoin

Esse indicador separa moedas com menos de seis meses e as associa ao varejo, que reage rapidamente às variações de preço e às notícias. Em condições normais, esse grupo responde por 95% a 98% dos depósitos em grandes plataformas, como a Binance. Já o indicador classifica moedas com mais de seis meses como pertencentes ao chamado “smart money”, que inclui baleias e investidores de longo prazo.

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Quando esse grupo mais antigo começa a enviar grandes volumes para exchanges, o mercado interpreta o movimento como um possível sinal de realização de lucros. Níveis entre 0% e 3% são considerados normais. No entanto, quando essa métrica sobe para a faixa de 5% a 10%, o histórico mostra aumento na pressão vendedora.

Até o momento, durante o teste dos US$ 70 mil, não houve aumento relevante na participação dessas moedas mais antigas. Isso indica que investidores de longo prazo não demonstram intenção significativa de vender, o que fortalece a tese de continuidade da tendência de alta.

Outro ponto importante é o nível de alavancagem no mercado, medido por indicadores como o Estimated Leverage Ratio (ELR), atualmente em torno de 0,17. Esse patamar é considerado moderado e não sugere excesso de risco sistêmico no curto prazo.

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No entanto, analistas alertam que o cenário pode mudar rapidamente. Caso eventos geopolíticos levem a um aumento abrupto da alavancagem, combinado com uma entrada elevada de moedas antigas nas exchanges, o mercado pode enfrentar um “long squeeze”, com liquidações em cascata.

Por outro lado, se a atual configuração se mantiver — com baixa pressão vendedora por parte de grandes investidores e continuidade da demanda no mercado à vista — o Bitcoin pode não apenas sustentar o nível de US$ 70 mil, como também buscar patamares mais altos ao longo da semana.

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Jornalista, assessor de comunicação e escritor. Escreve também sobre cinema, séries, quadrinhos, já publicou dois livros independentes e tem buscado aprender mais sobre criptomoedas, o suficiente para poder compartilhar o conhecimento.
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