Blockstream Satellite: serviço pretende tornar o Bitcoin imune a vunerabilidade da internet

Por Bruna Grybogi

De acordo com a organização sem fins lucrativos, Access Now, desde 2016, os desligamentos intencionais da internet mais que dobraram em todo o mundo, e um único dia sem acesso à internet pode custar milhões para exchanges, mineradoras e comerciantes.

Com governos restringindo acesso à rede mundial de computadores, como o firewall que está sendo criado na Rússia, ou as limitações de uso impostas pela China, ou os desligamentos da rede durante protestos com o intuito de enfraquecer as manifestações, como já ocorreram no Egito e mais recentemente no Irã, e com desastres naturais que podem limitar a conexão e até mesmo a energia elétrica em certas áreas, como os incêndios na Califórnia e Austrália, como a blockchain das principais criptomoedas podem escapar dessa vulnerabilidade da internet? 

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Neil Woodfine, diretor de marketing da empresa Blockstream, compartilhou em seu twitter nesta segunda-feira (06), uma resposta para todos que acreditam que o Bitcoin depende da internet. Woodfine admitiu que apesar da entrega de dados de transações a mineradoras depender de um dispositivo conectado a internet, a sua dependência  pode ser “minimizada”.

Para solucionar o problema da dependência da internet, a startup está desenvolvendo o Blockstream Satellite, que usa diversos pontos ao redor do mundo para transmitir dados da blockchain do Bitcoin para quatro satélites geoestacionários ao redor da Terra. Segundo Woodfire, os quatro satélites podem transmitir dados para quase todas as regiões povoadas do mundo.

Atualmente, os satélites da startup transmitem em uma via, apenas para download, impossibilitando ser usando para transmissão de dados de transações. Porém o serviço é gratuito, sem limites de largura de banda e para acessá-lo é necessário um investimento inicial de menos de 100 dólares para os equipamentos: uma antena parabólica de TV padrão, um SDR (sistema de comunicação via rádio) e um computador básico, como um Raspberry Pi. 

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Além disso, segundo o diretor de marketing, há outras opções para transmissão de dados sem a necessidade da internet. Uma popular opção é um sistema de mensagens de baixo custo e consumo de energia chamado goTenna, que tem um alcance de seis quilômetros, podendo ter o raio de alcance aumentando pelo método de retransmissão. 

Outra opção apontada por Woodfine, é a Rede de Área Ampla de Baixo Alcance (LoRaWAN), que possui chips que operam em dispositivos de baixa potência e também oferecem um alcance de seis km. Porém, por conta da baixa largura de banda as transações precisam ser divididas e enviadas lentamente. Neil Woodfine ainda elencou uma série de outros métodos para obtenção de dados de transações: mensagens de texto, radioamador e telefones via satélite.

Apesar de aparentar ser muito trabalhoso transmitir dados usando o Blockstream Satellite, o serviço é uma ótima alternativa para pessoas que possuem ou querem possuir bitcoin e vivem sob regimes governamentais que limitam o direito à internet, e também para pessoas que querem garantir o máximo de segurança para seus ativos digitais.

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