- A Voltage lançou uma linha de crédito rotativo programática que permite às empresas liquidar pagamentos instantaneamente pela Lightning Network
- Além disso, a empresa diz que o cliente também pode liquidar em Bitcoin, conforme a necessidade de tesouraria
- A Voltage também informou que a linha pode ser quitada em dólares por uma conta bancária padrão
A Voltage, empresa de infraestrutura de Bitcoin e Lightning Network, lançou a Voltage Credit, uma linha de crédito rotativa conectada ao fluxo de pagamentos. Assim, negócios podem enviar pagamentos com ‘finalidade instantânea’ no estilo Lightning e, depois, quitar o saldo em dólar via banco.
Além disso, a empresa diz que o cliente também pode liquidar em Bitcoin, conforme a necessidade de tesouraria. O produto mira CFOs e tesourarias que querem ‘enviar agora e pagar depois‘, sem carregar cripto no balanço.
Linha de crédito embutida no pagamento promete velocidade e menos fricção operacional
Segundo a Voltage, a proposta vai além de um empréstimo ‘lastreado em Lightning’. Em vez disso, a empresa integra crédito e execução do pagamento em um único fluxo. Portanto, o usuário origina o limite e já usa o valor para enviar ou receber pagamentos em tempo real.
Today we’re launching Voltage Credit. 👀
The industry’s first programmatic revolving line of credit built on top of Bitcoin payment rails. ⚡
Send payments with instant finality over BTC/Lightning.
Repay your credit line in USD from a standard bank account or in Bitcoin.
Pay…
— Voltage ⚡ (@voltage_cloud) February 19, 2026
Ao mesmo tempo, a empresa afirma que o modelo permite operações em Lightning e também em stablecoins, sem pré-financiamento. Dessa forma, equipes financeiras reduzem movimentações manuais e evitam capital parado.
Além disso, o CEO Graham Krizek comparou o produto a soluções de Stripe e Block, mas disse que elas não embutem crédito rotativo dentro de pagamentos via Lightning.
A Voltage também informou que a linha pode ser quitada em dólares por uma conta bancária padrão. Assim, o negócio ganha velocidade de pagamento e mantém o caixa em USD no backoffice. No entanto, a empresa também abre a opção de pagamento em Bitcoin, o que ajuda empresas com receitas em BTC.
Underwriting por fluxo de pagamentos muda o padrão e amplia debate sobre risco
A empresa afirma que faz underwriting com base no fluxo de pagamentos, e não em colateral estático em Bitcoin. Além disso, como a Voltage já opera a infraestrutura, ela ajusta limites conforme o volume processado na plataforma.
Krizek disse que a Voltage atua como ‘lender of record’ e origina os empréstimos internamente. Portanto, ela não depende de banco, rede de cartões ou fintech terceira para financiar as linhas. Ainda assim, o produto cobra 12% de APY, com juros diários sobre o saldo, e usa uma taxa fixa de plataforma.
Além disso, o lançamento se apoia em um teste recente de uso institucional da Lightning. Em 5 de fevereiro, a Voltage apoiou um pagamento piloto de US$ 1 milhão entre Secure Digital Markets e Kraken. Assim, a empresa buscou demonstrar capacidade da rede para fluxos maiores.
