- Western Union avança ao integrar stablecoin USDPT na Solana
- Parceria com Crossmint acelera remessas digitais globais
- Stablecoins ganham força em mercados com inflação elevada
A Western Union fechou parceria com a Crossmint para acelerar seu movimento rumo aos pagamentos digitais e, sobretudo, para lançar a stablecoin USDPT diretamente na blockchain Solana. A empresa busca avançar rapidamente no setor, porque percebe uma mudança clara no comportamento global de quem envia e recebe remessas.
A Crossmint informou que vai conectar suas carteiras e APIs de pagamento à infraestrutura da Western Union. Assim, fintechs poderão mover valores usando a stablecoin e, ao mesmo tempo, se conectar à rede global da empresa, que opera hoje em mais de 200 países e territórios.
Uma rede digital criada para reduzir custos e acelerar remessas
A Western Union destacou que a nova rede de ativos digitais pretende ligar stablecoins à sua estrutura já existente. Dessa forma, usuários poderão converter dólares digitais em moeda local por meio de 360.000 pontos de retirada espalhados pelo mundo. A empresa espera, inclusive, reduzir custos e ampliar a velocidade de transferência.
A USDPT, que será emitida na Solana, deve funcionar como pilar central desse sistema. No anúncio, a Crossmint explicou que sua infraestrutura permitirá que desenvolvedores acessem o token usando carteiras e integrações de pagamento já disponíveis, o que tende a facilitar a adoção inicial.
A Crossmint afirmou que sua plataforma atende mais de 40.000 clientes. Ela inclui recursos como carteiras inteligentes, pontos de entrada e saída e ainda ferramentas para gerenciar stablecoins entre várias redes.
Stablecoins ganham espaço enquanto remessas globais aumentam
A Western Union lembrou que anunciou os planos da USDPT em 2025, prevendo lançamento no primeiro semestre de 2026. A empresa ressaltou que remessas tradicionais ainda enfrentam atrasos, taxas elevadas e interrupções em fins de semana. Assim, stablecoins oferecem liquidação quase instantânea e custos menores.
O Banco Mundial estimou que as remessas globais chegaram a US$ 905 bilhões em 2024, enquanto o custo médio de enviar US$ 200 para o exterior ficou próximo de 6%. Em países com inflação alta, esse valor pesa ainda mais sobre trabalhadores que já enfrentam orçamentos apertados.
Além disso, a Chainalysis mostrou que stablecoins representam mais da metade das compras de criptomoedas no Brasil, Argentina e Colômbia. A empresa atribuiu esse avanço à busca por ativos atrelados ao dólar em economias marcadas por volatilidade cambial.
A adoção também cresce em nações como Nigéria, Turquia, Filipinas e Vietnã, que aparecem entre os principais mercados globais em uso de criptomoedas pela população.
Em Davos, a ex-subsecretária-geral da ONU, Vera Songwe, afirmou que stablecoins crescem rapidamente na África como alternativa às remessas, porque esses fluxos já superam até a ajuda externa em importância econômica.
