Nova lei favorece staking e deixa Bitcoin em desvantagem nos EUA

Nova lei favorece staking e deixa Bitcoin em desvantagem nos EUA
  • Projeto cria tratamento desigual entre mineração e staking, segundo entidades do setor.
  • Mineração de Bitcoin pode sofrer dupla tributação, enquanto staking teria adiamento de impostos.
  • Texto prevê isenção de até US$ 200 apenas para stablecoins, deixando Bitcoin de fora.

O novo rascunho do PARITY Act, apresentado por parlamentares dos EUA, acendeu um alerta no mercado cripto.

O texto busca reformar a tributação de ativos digitais, entretanto, entidades do setor afirmam que a proposta penaliza diretamente a mineração de Bitcoin.

Mineração de Bitcoin pode enfrentar desvantagem fiscal

O ponto central da crítica envolve o tratamento desigual entre diferentes modelos de consenso. O projeto permite que redes de proof-of-stake, como Ethereum e Solana, adiem o pagamento de impostos até a venda dos ativos.

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Por outro lado, mineradores de Bitcoin teriam que pagar impostos no momento do recebimento das recompensas.

Isso ocorre com base no valor de mercado. Portanto, o modelo cria um impacto imediato no caixa dessas operações.

Além disso, a mineração exige altos custos iniciais. Equipamentos e energia elevam o risco financeiro.

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Por isso, tributar antes da venda pode pressionar ainda mais o setor.

Conner Brown, do Bitcoin Policy Institute, criticou a proposta, segundo ele:

“Cria um regime de dois níveis, oferecendo adiamento para stakers e mantendo mineradores presos ao problema de renda fantasma”.

Ou seja, os mineradores podem pagar impostos sobre ganhos que ainda não realizaram.

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Stablecoins ganham espaço enquanto Bitcoin fica de fora

Outro ponto sensível envolve o uso cotidiano de criptomoedas, o projeto prevê uma isenção fiscal de até US$ 200 para pagamentos com stablecoins. Entretanto, o benefício não inclui o Bitcoin.

Na prática, isso dificulta o uso do ativo em pequenas transações, comprar um café com Bitcoin, por exemplo, ainda exigiria cálculo de ganho de capital.

Além disso, o Bitcoin representa cerca de 60% do valor total do mercado cripto. Mesmo assim, ficou fora da regra de isenção, portanto, especialistas defendem ajustes para garantir tratamento igual.

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Cody Carbone, CEO da Digital Chamber, adotou tom mais moderado, ele afirmou:

“Estamos animados com o debate bipartidário, mas o texto precisa de melhorias significativas”.

Entre as sugestões estão: tributar mineração e staking apenas na venda, ampliar a isenção para pequenas transações e simplificar regras fiscais.

Impactos e próximos passos

O debate sobre o PARITY Act pode definir o futuro da indústria cripto nos EUA. Caso aprovado sem ajustes, o projeto pode incentivar a migração de mineradores para outros países.

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Além disso, a falta de clareza tributária segue como um entrave para a adoção, portanto, o mercado pressiona por regras mais equilibradas.

No curto prazo, o texto ainda deve passar por revisões. Entretanto, o episódio reforça uma tendência clara: a disputa regulatória entre modelos de blockchain está apenas começando.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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