Aave chega à Solana após hack de US$ 292 milhões abalar o DeFi

Aave chega à Solana após hack de US$ 292 milhões abalar o DeFi
  • Exploit de US$ 292 milhões drenou liquidez e pressionou grandes protocolos de crédito.
  • Aave perdeu mais de US$ 12 bilhões em TVL, segundo a Oak Research.
  • Resgate DeFi United já reúne quase US$ 240 milhões para conter danos.

O impacto do ataque à KelpDAO acelerou um movimento estratégico no mercado: a chegada da Aave à Solana.

A expansão ocorre em meio a um esforço emergencial para restaurar confiança no setor, após um dos maiores choques recentes das finanças descentralizadas expor fragilidades em colaterais, pontes cross-chain e liquidez.

Solana entra na crise e reforça apoio à Aave

A entrada da Aave na Solana não ocorreu por acaso, veio dias após a Fundação Solana anunciar empréstimos em USDT para apoiar a recuperação do protocolo.

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Além disso, a fundação decidiu alocar parte de seu tesouro na Aave, o gesto marcou uma rara cooperação entre ecossistemas que tradicionalmente competem por usuários e capital.

O pano de fundo é o ataque envolvendo o rsETH da KelpDAO, hackers exploraram uma falha ligada à configuração da ponte da LayerZero e criaram 116.500 tokens sem lastro.

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Esses ativos foram usados como garantia em protocolos como Aave, Compound e Euler. Depois, os invasores tomaram emprestados cerca de US$ 292 milhões em ETH e outros ativos.

O efeito foi imediato, a utilização de WETH na Aave chegou a 100%, usuários correram para sacar fundos. A pressão drenou liquidez e ampliou o risco sistêmico.

A Galaxy Research resumiu o problema:

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“Com utilização total, o modelo da Aave não permite saques.”

Segundo a Oak Research, o episódio provocou queda de 17% no valor travado do DeFi e mais de US$ 12 bilhões saíram da Aave.

DeFi United tenta restaurar confiança no mercado

Como resposta, nasceu a DeFi United, apoiada por Aave DAO, Arbitrum, Mantle e Lido.

Até agora, o grupo reuniu quase US$ 240 milhões para recompor reservas e proteger usuários afetados.

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No entanto, o caso levantou dúvidas maiores, além disso, mostrou que risco de colateral, segurança de bridges e liquidez estão mais conectados do que parecia.

Por isso, a chegada da Aave à Solana tem peso estratégico, ou seja, não é só expansão. Na prática, é uma resposta para diversificar liquidez e reduzir dependências.

Ao mesmo tempo, o movimento pode ampliar a presença da Aave fora do Ethereum e aproximar capital entre redes.

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Enquanto isso, a governança entra em debate, detentores de AAVE discutem até onde usar tesouraria para cobrir perdas e preservar confiança.

Por outro lado, a crise também mostrou coordenação entre rivais. Portanto, esse movimento pode redefinir a próxima fase do DeFi.

Em resumo, o episódio expôs fragilidades, mas também reforçou que cooperação e interoperabilidade devem ganhar mais peso no setor.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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