- A Alibaba participou da nova rodada da MetaComp, elevando o total captado para US$ 35 milhões.
- O capital financiará a expansão da StableX Network na Ásia, Oriente Médio, África e América Latina.
- O investimento reforça o interesse global por infraestrutura regulada de stablecoins para pagamentos internacionais.
A fintech singapurense MetaComp anunciou uma nova rodada de investimentos com participação da Alibaba.
Com o aporte, a empresa elevou o total captado para US$ 35 milhões e pretende expandir globalmente sua rede de pagamentos com stablecoins.
MetaComp aposta em rede global para pagamentos com stablecoins
Fundada em 2018, a MetaComp oferece soluções híbridas que combinam moedas fiduciárias e stablecoins. Assim, a empresa atende instituições financeiras globais e investidores de alto patrimônio.
A rodada mais recente foi classificada como Pre-A+. Além da Alibaba, participaram investidores como a europeia Spark Venture. Além disso, a consultoria financeira ficou a cargo da 100Summit Partners, sediada em Pequim.
Anteriormente, a empresa havia captado US$ 22 milhões em dezembro de 2025. Na ocasião, participaram fundos como Eastern Bell Capital, Noah, Sky9 Capital, Freshwave Fund e Beingboom Capital.
Agora, com o novo capital, a empresa pretende ampliar a StableX Network. Dessa forma, a plataforma conecta instituições financeiras reguladas, emissores de stablecoins e parceiros de infraestrutura em um único ecossistema baseado em blockchain.
Além disso, segundo a empresa, a rede permitirá liquidação internacional quase instantânea. Ao mesmo tempo, também promete maior conformidade regulatória para operações globais.
Tin Pei Ling, copresidente da companhia, destacou a visão por trás do projeto:
“Acreditamos que o futuro das finanças internacionais não será totalmente tradicional nem totalmente digital, mas uma arquitetura integrada onde sistemas fiduciários e redes de stablecoins operam juntos.”
Interesse institucional cresce mesmo com restrições na China
O investimento da Alibaba chama atenção por ocorrer em um contexto de forte controle regulatório na China sobre criptomoedas.
O governo chinês mantém restrições rigorosas à emissão de stablecoins atreladas ao yuan. Em fevereiro, autoridades reforçaram que empresas nacionais ou estrangeiras não podem emitir stablecoins vinculadas à moeda chinesa sem autorização oficial.
Apesar disso, grandes empresas chinesas avaliam soluções baseadas em tokens de depósito para facilitar transações internacionais. Por isso, iniciativas fora do território chinês ganham espaço.
Ao mesmo tempo, a expansão da StableX Network mira mercados emergentes. Regiões como África e América Latina enfrentam custos elevados para transferências internacionais. Nesse cenário, stablecoins podem reduzir taxas e acelerar liquidações.
Instituições financeiras já observam essa tendência, o banco Standard Chartered, por exemplo, projeta que o mercado global de stablecoins pode alcançar US$ 2 trilhões até 2028.
O avanço de plataformas como a MetaComp mostra que o setor entra em uma nova fase. Agora, o foco se desloca da especulação para a infraestrutura financeira global baseada em blockchain.
Nesse contexto, o apoio de gigantes como a Alibaba sinaliza que as stablecoins começam a ganhar espaço definitivo no sistema financeiro internacional.
