Bitcoin não é uma democracia: Adam Back explica por que os nós controlam as regras

Bitcoin não é uma democracia: Adam Back explica por que os nós controlam as regras
  • Adam Back afirma que o Bitcoin não funciona como uma democracia tradicional.
  • O poder real está nos nós validadores, não na maioria do hashpower.
  • Debate sobre o BIP-110 reacende discussão sobre quem controla o protocolo.

O debate sobre a governança do Bitcoin voltou após Adam Back afirmar que a rede não funciona como uma democracia, contrariando interpretações da frase “one-CPU-one-vote”.

A expressão, presente no whitepaper de Satoshi Nakamoto, refere-se ao consenso técnico, não a um sistema de votação política.

O que significa “um CPU, um voto” no Bitcoin

A frase “one-CPU-one-vote” gerou interpretações equivocadas ao longo dos anos. Muitos acreditam que o Bitcoin funciona por maioria, entretanto, Back rejeita essa ideia.

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Segundo ele, o proof of work não representa uma votação política. Ele serve como mecanismo técnico de desempate entre cadeias concorrentes.

Back explicou diretamente:

“Bitcoin claramente não é uma democracia para mudanças de consenso. Proof of work é um sistema de ‘um hash, um voto’, usado como critério técnico.”

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Portanto, o hashpower ajuda a escolher qual bloco continua a cadeia. Entretanto, ele não define as regras do protocolo.

Os nós validadores exercem esse papel, eles verificam cada bloco e rejeitam qualquer violação. Por isso, mesmo mineradores poderosos não podem alterar regras sozinhos.

Isso garante previsibilidade e segurança. Além disso, impede mudanças arbitrárias motivadas por interesses isolados.

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BIP-110 reacende debate sobre poder dos nós

O debate ganhou força com o Bitcoin Improvement Proposal 110, conhecido como BIP-110. A proposta sugere restringir temporariamente o uso do campo OP_RETURN.

Esse campo permite armazenar dados não financeiros, como inscrições digitais. Entretanto, críticos afirmam que isso aumenta o tamanho do blockchain.

O ponto mais sensível envolve a ativação da mudança, o BIP-110 utiliza um User-Activated Soft Fork, conhecido como UASF.

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Nesse modelo, operadores de nós adotam novas regras diretamente. Portanto, mineradores não precisam aprovar formalmente a mudança.

Isso reforça um princípio central do Bitcoin, o poder final pertence aos nós, não à maioria do hashpower. Além disso, Back alertou sobre riscos. Ele afirmou que mudanças controversas podem fragmentar a rede.

Isso pode criar cadeias concorrentes. Consequentemente, isso ameaça a estabilidade do sistema monetário, atualmente, o apoio público ao BIP-110 permanece limitado. Portanto, o consenso ainda não se formou.

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Por que isso importa para o futuro do Bitcoin

Essa discussão revela uma característica essencial do Bitcoin, ele não funciona como um sistema político tradicional.

Não existem eleições ou decisões por maioria simples, em vez disso, o consenso surge da adesão voluntária às regras. Isso cria um sistema resistente à centralização. Além disso, protege o protocolo contra mudanças forçadas.

Portanto, operadores de nós exercem papel fundamental, eles preservam as regras e garantem a integridade do sistema.

Esse modelo fortalece o Bitcoin como ativo monetário independente. Além disso, aumenta a confiança na previsibilidade do protocolo.

No longo prazo, esse equilíbrio entre mineradores, nós e usuários sustenta a descentralização. Por isso, o Bitcoin continua único entre sistemas financeiros globais.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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