- Plataforma ligada à Visa levantou US$ 250 milhões em rodada Série C.
- Base ativa de cartões cresceu 30 vezes em 2025.
- Empresa planeja expansão nas Américas, Europa, Ásia e África.
A Rain, provedora americana de infraestrutura para stablecoins integrada à Visa, levantou US$ 250 milhões e alcançou valuation de US$ 1,95 bilhão.
O aporte acelera a expansão global da empresa.
Rodada Série C reforça aposta institucional em stablecoins
A rodada Série C foi liderada pela Iconiq, gestora global de investimentos, além disso, contou com investidores de peso já presentes no cap table.
Participaram Galaxy Digital, Sapphire Ventures, Dragonfly, Lightspeed, Norwest e Endeavor Catalyst, também entraram Bessemer Venture Partners e FirstMark.
Com isso, o total captado pela Rain chegou a US$ 338 milhões. Em agosto de 2025, a empresa havia levantado US$ 58 milhões na Série B, segundo o CEO e cofundador Farooq Malik, o crescimento justifica o valuation.
“Stablecoins estão se tornando a forma como o dinheiro circula no século XXI”, afirmou.
Crescimento acelerado e integração com a Visa
Em 2025, a base ativa de cartões da Rain cresceu 30 vezes, já o volume anualizado de pagamentos aumentou 38 vezes, segundo a empresa.
A Rain é membro principal da rede Visa. Por isso, permite que empresas lancem cartões de stablecoins aceitos globalmente, a plataforma suporta USDT e USDC. Além disso, opera em redes como Ethereum, Solana, Tron e Stellar.
Esse modelo reduz fricções operacionais, portanto, facilita a adoção de stablecoins no uso cotidiano.
Expansão global e possíveis impactos no setor
Com o novo capital, a Rain planeja crescer na América do Norte e do Sul. Entretanto, Europa, Ásia e África também estão no radar.
Os recursos também podem financiar aquisições estratégicas. Assim, a empresa busca acelerar sua presença em mercados regulados, o movimento reforça uma tendência clara, stablecoins ganham espaço como infraestrutura de pagamentos, não apenas como ativos digitais.
Além disso, a integração direta com redes tradicionais, como a Visa, aproxima o setor cripto do sistema financeiro global.
No médio prazo, isso pode ampliar a concorrência com meios de pagamento tradicionais. Portanto, bancos e fintechs devem acompanhar de perto.
