- Juiz avalia pedido de absolvição de Roman Storm nas próximas semanas.
- Júri já condenou por operação financeira ilegal, mas travou em acusações mais graves.
- Caso pode ir a novo julgamento ainda em 2026.
O futuro de Roman Storm, cofundador do Tornado Cash, voltou ao centro das atenções nos Estados Unidos.
A juíza Katherine Polk Failla analisa um pedido de absolvição após condenação parcial do desenvolvedor em 2025.
Defesa questiona base legal e intenção criminosa
Storm foi condenado por conspiração para operar um serviço financeiro sem licença. Entretanto, o júri não chegou a consenso sobre lavagem de dinheiro e evasão de sanções.
A defesa argumenta que os promotores não provaram crime, além disso, questiona a jurisdição em Nova York. Segundo os advogados, o caso foi levado ao distrito errado.
Um dos defensores afirmou:
“Manter um mixer de criptomoedas… também seria legal.”
Por isso, a estratégia central sustenta que criar e manter o protocolo não configura crime, a própria juíza levantou esse ponto durante a audiência.
Em um momento tenso, ela questionou se apenas desenvolver o Tornado Cash seria ilegal, a promotoria respondeu que não. Porém, sugeriu que manter o sistema ativo poderia facilitar crimes.
A juíza rebateu a argumentação:
“Você estava indo melhor antes de começar a falar.”
Enquanto isso, Storm pode enfrentar até 5 anos de prisão pela acusação já confirmada, já as acusações pendentes podem elevar a pena para décadas.
Impacto no setor cripto e risco de novo julgamento
O caso ganhou relevância global, isso ocorre porque envolve responsabilidade de desenvolvedores de código aberto.
O Tornado Cash permite ocultar transações em blockchains como Ethereum, por isso, atrai usuários que buscam privacidade.
Entretanto, também foi usado por grupos criminosos, como o Lazarus Group. O grupo lavou centenas de milhões de dólares após ataques em 2022.
Além disso, autoridades dos EUA e da Europa ampliaram a pressão, o cofundador Alexey Pertsev já cumpre pena e tenta reverter a condenação.
O caso também mobiliza políticos, a senadora Elizabeth Warren, por exemplo, defende regras mais rígidas para o setor.
Por outro lado, defensores da privacidade digital alertam para riscos, eles afirmam que criminalizar desenvolvedores pode travar a inovação.
Se a juíza rejeitar o pedido de Storm, um novo julgamento deve ocorrer ainda este ano, caso contrário, promotores decidirão se recorrem.
No fim, a decisão pode definir os limites legais entre código, privacidade e crime no universo cripto.
