Ethereum reage à fragmentação: solução pode conectar rollups e eliminar bridges de vez

Ethereum reage à fragmentação: solução pode conectar rollups e eliminar bridges de vez
  • Proposta “Ethereum Economic Zone” conecta rollups sem bridges
  • Mais de 20 L2 somam quase US$ 40 bilhões em valor travado
  • Solução busca execução síncrona entre redes em uma única transação

O ecossistema do Ethereum pode passar por uma mudança estrutural com a proposta da “Ethereum Economic Zone” (EEZ).

Desenvolvedores da Gnosis e do projeto Zisk querem reduzir a fragmentação das L2 e permitir interações diretas entre rollups, sem bridges.

Nova proposta tenta resolver fragmentação das L2

Hoje, o modelo de escalabilidade do Ethereum depende de diversas redes L2, elas aumentam a capacidade da rede. Entretanto, dividem liquidez, usuários e infraestrutura.

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Segundo dados do mercado, existem mais de 20 redes L2 ativas, juntas, elas concentram quase US$ 40 bilhões em valor travado, entre elas estão Arbitrum, Optimism e Base.

Por isso, a EEZ propõe uma mudança relevante, a ideia permite que contratos inteligentes rodem de forma sincronizada entre diferentes rollups. Tudo isso em uma única transação.

Além disso, o modelo elimina a dependência de bridges, isso reduz riscos e melhora a experiência do usuário. Também evita a duplicação de infraestrutura entre redes.

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Outro ponto importante envolve o compartilhamento de recursos. Aplicações poderiam operar em múltiplas L2, mas com liquidez unificada. Portanto, o ecossistema ganharia eficiência.

O projeto conta com apoio da Ethereum Foundation. Além disso, reúne pesquisadores e protocolos DeFi interessados em um padrão comum.

Debate sobre o futuro das L2 ganha força

A proposta surge em meio a críticas ao atual modelo de escalabilidade. O próprio Vitalik Buterin já demonstrou preocupação.

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Em fevereiro, ele afirmou:

“A visão original das L2 […] já não faz mais sentido, e precisamos de um novo caminho.”

A crítica foca em dois pontos centrais, primeiro, sequenciadores centralizados. Segundo, a dependência de bridges confiáveis.

Entretanto, nem todos concordam, parte dos desenvolvedores defende que as L2 ainda cumprem bem seu papel. Elas processam mais transações que a rede principal.

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Mesmo assim, o debate evolui, projetos como a EEZ indicam uma tentativa de reorganizar o ecossistema.

Além disso, o modelo pode influenciar diretamente o futuro do DeFi, com liquidez menos fragmentada, aplicações tendem a ganhar escala. Por consequência, usuários enfrentariam menos fricção.

No curto prazo, detalhes técnicos ainda serão divulgados, entretanto, a criação da chamada “EEZ Alliance” já sinaliza coordenação entre participantes.

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No longo prazo, o sucesso dependerá da adoção, se implementada, a proposta pode redefinir como o Ethereum escala. E, sobretudo, como diferentes redes passam a funcionar como um único sistema.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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