EtherFi aporta US$ 100 milhões na Plume para abrir RWA institucional

  • EtherFi aloca US$ 100 milhões na Plume para vault de ativos do mundo real
  • Liquid RWA paga 7,25% ao ano com teto inicial de US$ 25 milhões
  • Carteira inclui CLO da BlackRock, fundo da Fidelity e crédito da FalconX

A EtherFi deu o passo mais agressivo de sua estratégia de banco onchain. O protocolo de restaking anunciou o aporte de US$ 100 milhões na rede Plume, plataforma especializada em ativos do mundo real (RWA), para alimentar um novo produto de rendimento voltado a depósitos institucionais. A decisão dá aos mais de US$ 6 bilhões custodiados pela EtherFi acesso direto a mercados de renda fixa antes reservados a investidores qualificados, em um momento em que a tese de expansão do ecossistema Ethereum volta ao centro do debate.

O produto se chama EtherFi Liquid RWA e funciona como um vault para render juros institucionais sobre stablecoins. O cap inicial é de US$ 25 milhões, com APY variável atualmente em 7,25%. O patamar fica acima do retorno típico de pools de stablecoin em DeFi, sustentado por uma carteira que mistura crédito tradicional securitizado e exposição a fundos regulados.

Carteira junta BlackRock, Fidelity e FalconX

A alocação inicial do vault revela o grau de institucionalização do produto. Entram na cesta o iShares AAA CLO ETF, da BlackRock, o Fidelity Total Bond ETF e o Credit Pool da FalconX. A combinação dá ao depositante exposição a CLOs de rating máximo, dívida corporativa diversificada e linhas de crédito para mesas institucionais de cripto três classes que, fora do onchain, costumam exigir tickets de seis dígitos e mandatos de gestor.

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É essa promessa que a Plume tenta vender desde seu lançamento, empacotar RWA em camadas componíveis para que protocolos como a EtherFi distribuam o retorno a usuários finais. A entrada da EtherFi, uma das maiores plataformas de liquid restaking do mercado, valida o modelo. Detalhes técnicos do aporte foram divulgados no site oficial da Plume.

Liquid RWA vira colateral no cartão da EtherFi

O ângulo mais comercial da estratégia está no produto de pagamentos. O Liquid RWA já entra como colateral elegível no EtherFi Cash, com loan-to-value de 70%. Na prática, usuários recebem rendimento sobre stablecoins e gastam parte do saldo sem precisar liquidar posições.

O movimento se conecta à migração do EtherFi Cash para a OP Mainnet, da Optimism, anunciada no início do ano. A migração para camada 2 busca reduzir custos e acelerar liquidações, viabilizando pagamentos onchain em escala.

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Acesso brasileiro esbarra em regra da CVM

Para o investidor que opera de São Paulo, o anúncio importa por dois motivos práticos. Primeiro, o vault aceita stablecoins como USDC e USDT os mesmos ativos que dominam o volume P2P em exchanges brasileiras e que a nova regulação do Banco Central passou a exigir auditoria independente. Segundo, o produto entrega taxa de 7,25% em dólar sem custódia bancária americana, algo que o Tesouro Direto em Selic ainda supera em nominal, mas não em moeda forte.

O ponto sensível é o enquadramento. Produtos com exposição a CLOs e fundos de crédito regulados nos EUA, mesmo em formato tokenizado, tendem a ser classificados como valores mobiliários pela CVM. A oferta ao varejo brasileiro exige registro local ou dispensa regulatória, barreira que limita produtos institucionais.

Plume amplia TVL com aporte da EtherFi

O capital da EtherFi entra em uma rede que vinha disputando espaço com Ondo, Maple e Centrifuge no nicho de RWA. A entrada de um parceiro com US$ 6 bilhões em depósitos tende a acelerar o TVL da Plume nas próximas semanas e pressiona concorrentes a ampliar parcerias com gestoras tradicionais. O mercado de ativos tokenizados superou US$ 15 bilhões, com BlackRock e Franklin Templeton na liderança.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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