- Minerador com apenas 70 TH/s encontrou bloco sozinho na Solo CKPool.
- Chance diária estimada: 1 em 100.000; expectativa média: 300 anos.
- Recompensa total superou 3,125 BTC + taxas, cerca de US$ 220 mil.
Um minerador solo surpreendeu a rede ao validar sozinho um bloco do Bitcoin, mesmo com poder computacional muito baixo.
O feito, considerado extremamente improvável, reacende o debate sobre descentralização no ecossistema.
Caso raro reforça natureza imprevisível da mineração
O minerador operava com cerca de 70 TH/s, potência equivalente a poucos equipamentos antigos. Ainda assim, conseguiu validar um bloco completo na pool Solo CKPool.
Segundo o administrador Con Kolivas, a probabilidade diária era de apenas 1 em 100.000, além disso, o tempo médio estimado para um evento desses seria de cerca de 300 anos.
O prêmio incluiu 3,125 BTC em recompensa fixa, somado às taxas de transação, portanto, o valor total ultrapassou US$ 220 mil, considerando o preço atual.
Kolivas destacou um detalhe técnico relevante, a taxa mínima no bloco voltou para 1 sat/vB. Segundo ele, isso ocorreu por configurações padrão após atualização do node, não por decisão manual.
Casos como esse continuam raros, mas não isolados, nos últimos 12 meses, 22 mineradores solo conseguiram validar blocos. Em média, isso acontece pouco mais de uma vez a cada duas semanas.
Descentralização resiste apesar da dominância industrial
O episódio ocorre em meio à crescente industrialização da mineração, grandes empresas dominam boa parte do hashrate global, com operações em escala massiva.
Entretanto, eventos como esse mostram que a rede ainda mantém características descentralizadas. Isso ocorre porque a mineração segue um processo probabilístico.
Cada tentativa de hash tem a mesma chance de sucesso, portanto, não importa se vem de um grande data center ou de um minerador doméstico.
Como explicou Kolivas:
“cada hash individual tem a mesma pequena chance de ser o vencedor”.
Essa lógica garante imprevisibilidade e equidade no sistema.
Além disso, a dificuldade da rede já ultrapassa 140 trilhões de hashes por segundo. Mesmo assim, pequenos participantes ainda conseguem vitórias ocasionais.
Por isso, o caso reforça um ponto central do Bitcoin, a rede permanece aberta e acessível, mesmo com a presença crescente de grandes players.
O feito do minerador solo destaca a essência do Bitcoin, apesar da competição intensa, ainda há espaço para surpresas.
Portanto, a descentralização não é apenas teórica, ela se manifesta na prática, mesmo que em eventos raros.
