Tether cria ‘sats do ouro’ na blockchain em meio à disparada histórica do metal

Tether cria ‘sats do ouro’ na blockchain em meio à disparada histórica do metal
  • Scudo representa 1/1.000 de uma onça troy de ouro tokenizado.
  • Ouro superou US$ 4.550 por onça após alta de 65% em 2025.
  • XAUT tem US$ 2,3 bilhões em valor de mercado e mais de 1.300 barras em custódia.

A Tether anunciou a criação do Scudo, uma nova unidade vinculada ao token de ouro XAUT, com foco em facilitar transações fracionadas na blockchain.

Nesse contexto, a iniciativa surge em meio à forte valorização do metal e ao avanço da demanda institucional.

Scudo reduz barreiras e amplia a divisibilidade do ouro digital

O Scudo equivale a um milésimo de uma onça troy de ouro, na prática, portanto, cada unidade representa 1/1.000 de um XAUT, ativo totalmente lastreado em ouro físico.

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Segundo a Tether, o objetivo é tornar o ouro mais acessível e facilmente transacionável, historicamente, porém, o metal enfrenta limitações como custos de custódia, transporte e baixa divisibilidade.

Além disso, embora o XAUT já tenha solucionado parte desses entraves ao digitalizar o ouro, o Scudo permite pagamentos menores e mais frequentes, realizados integralmente onchain.
Por isso, a empresa passa a enxergar o metal não apenas como reserva de valor, mas também como meio de troca digital.

Atualmente, o XAUT possui capitalização de mercado próxima de US$ 2,3 bilhões, ao mesmo tempo, seu lastro inclui mais de 1.300 barras de ouro físico, mantidas sob custódia especializada.

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Ouro avança como reserva de valor em meio à pressão macroeconômica

O lançamento ocorre após um ano histórico para os metais preciosos. Em 2025, por exemplo, o ouro acumulou alta aproximada de 65%, superando US$ 4.550 por onça.

Além disso, bancos centrais intensificaram suas compras, reforçando o movimento global de desdolarização, paralelamente, a inflação persistente continuou elevando a busca por ativos reais.

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Paolo Ardoino, CEO da Tether, resumiu esse posicionamento de forma direta:

“O ouro continua sendo a reserva de valor definitiva, ao lado do Bitcoin”, afirmou o executivo.

Na mesma linha, ele comparou o Scudo aos satoshis do Bitcoin, a menor unidade da criptomoeda, assim, a proposta é replicar no ouro a lógica de alta divisibilidade e liquidez digital.

Contraste com o Bitcoin e possíveis impactos no mercado

Enquanto o ouro avançou de forma consistente, o Bitcoin encerrou o ano em queda. Além disso, a criptomoeda demonstrou demanda limitada como ativo de proteção no período.

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Esse contraste ficou ainda mais evidente após o evento de desalavancagem de 10 de outubro. Na ocasião, portanto, os mercados globais passaram por correções abruptas.

Para analistas como Peter Schiff, o rali do ouro reflete expectativas mais pessimistas sobre a economia, segundo ele, investidores estariam se preparando para “a maior inflação da história dos EUA”.

Nesse cenário, iniciativas como o Scudo tendem a reposicionar o ouro no ambiente digital. A tokenização fracionada, por sua vez, pode atrair novos perfis de investidores e usuários.

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Ao facilitar pequenos pagamentos e transferências, a Tether amplia o uso prático do metal, assim, o ouro deixa de ser apenas proteção patrimonial e passa, gradualmente, a circular na economia onchain.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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