Vitalik Buterin quer staking de Ether com “um clique” para instituições

Vitalik Buterin quer staking de Ether com “um clique” para instituições
  • Fundação Ethereum colocou 72.000 ETH em staking usando tecnologia DVT-lite.
  • Rede possui 37,5 milhões de ETH bloqueados, cerca de US$ 76,5 bilhões.
  • Fila de entrada soma 3,2 milhões de ETH, com espera de 55 dias.

O cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, quer simplificar o staking institucional, permitindo que empresas operem validadores da rede praticamente com um clique.

Para isso, a Ethereum Foundation já começou a testar o DVT-lite, tecnologia simplificada que colocou 72.000 ETH em staking em fevereiro.

Tecnologia busca reduzir riscos e facilitar o staking

O modelo tradicional de staking costuma rodar em um único computador. Porém, isso cria riscos operacionais. Se o equipamento cair ou perder conexão, o validador pode sofrer penalidades.

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Por isso, surgiram sistemas de Distributed Validator Technology (DVT). Essa arquitetura divide as chaves do validador entre vários computadores, aumentando a segurança, entretanto, a configuração costuma ser complexa.

O DVT-lite tenta resolver esse problema.

Nesse modelo, vários computadores usam a mesma chave de validador. Assim, se um servidor falhar, outro assume rapidamente. Como resultado, o sistema reduz o tempo offline e diminui o risco de penalidades.

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Buterin explicou o funcionamento de forma direta:

“Com o DVT-lite, você escolhe quais computadores rodarão os nós, cria um arquivo de configuração e todo o resto é configurado automaticamente.”

Além disso, os 72.000 ETH da Fundação Ethereum já estão na fila de entrada de validadores, a ativação do staking está prevista para 19 de março.

“Staking com um clique” pode ampliar descentralização

Buterin acredita que simplificar a infraestrutura pode fortalecer a descentralização da rede.

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Hoje, muitas instituições evitam operar validadores porque consideram a operação complexa, portanto, reduzir essa barreira pode atrair mais participantes.

Representação básica de uma configuração completa de DVT – Fonte: Ethereum Foundation.

Segundo ele, a ideia de que apenas profissionais conseguem rodar nós prejudica o ecossistema.

“A ideia de que rodar infraestrutura é algo assustador e complicado é horrível e anti-descentralização. Precisamos atacar isso diretamente.”

Por isso, Buterin defende soluções automatizadas. Ele sugere, por exemplo, imagens prontas de software ou contêineres que permitam iniciar um nó com apenas um comando.

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Além disso, ele já propôs integrar DVT nativamente à rede Ethereum, o que permitiria operar validadores sem depender de um único servidor.

Demanda por staking continua forte

Apesar do desempenho recente do preço do Ether, o interesse pelo staking permanece elevado.

Atualmente, a rede possui 37,5 milhões de ETH em staking, o equivalente a cerca de 31% da oferta total.

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Além disso, a fila de entrada mostra forte demanda. Existem 3,2 milhões de ETH aguardando ativação, o que gera 55 dias de espera. Em contraste, a fila de saída soma apenas 29 mil ETH, com espera de cerca de 12 horas.

Esses números indicam que investidores e instituições continuam apostando no rendimento do staking, mesmo durante períodos de mercado mais fraco.

No longo prazo, iniciativas como o staking simplificado para instituições podem ampliar ainda mais essa participação. Caso a proposta avance, a rede Ethereum pode ganhar mais validadores, maior descentralização e infraestrutura mais resiliente.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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