“Voto por token não funciona”: Vitalik propõe nova geração de DAOs para disputas onchain

“Voto por token não funciona”: Vitalik propõe nova geração de DAOs para disputas onchain
  • Vitalik critica DAOs baseadas apenas em tesourarias e voto por tokens.
  • Proposta foca em oráculos, tribunais onchain e governança de longo prazo.
  • Setor de tokens de DAO soma ao menos US$ 17,5 bilhões em valor de mercado.

Vitalik Buterin afirmou que o modelo atual de DAOs é ineficiente e vulnerável à captura por grandes detentores de tokens.

Além disso, sem um redesenho profundo, a governança onchain pode repetir os erros da política tradicional.

Um novo papel para as DAOs no ecossistema cripto

O cofundador do Ethereum defendeu um redesenho das organizações autônomas descentralizadas. Em publicação na rede X, Vitalik disse que muitas DAOs se resumem a “uma tesouraria controlada por voto de detentores de tokens”.

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Ele destacou que esse modelo falha em reduzir problemas clássicos da política humana e, por isso, não representa evolução real frente a estruturas tradicionais.

Logo, DAOs deveriam focar em problemas concretos, como oráculos confiáveis, resolução de disputas onchain e gestão de projetos de longo prazo. Esses elementos são essenciais para sustentar aplicações descentralizadas.

Disputas subjetivas, oráculos e governança eficiente

Vitalik também apontou usos mais avançados das DAOs. Por exemplo, disputas subjetivas, como decisões de seguros descentralizados, listas compartilhadas como registros anti-golpes e formatos padronizados para DAOs temporárias que financiem projetos específicos.

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Além disso, essas estruturas ajudam a manter protocolos ativos mesmo após a saída das equipes fundadoras.

Ele retomou sua visão sobre governança “côncava” e “convexa”: problemas côncavos se beneficiam de consenso amplo, enquanto decisões convexas exigem liderança forte.

Entretanto, a descentralização deve servir para responsabilizar líderes, não substituí-los.

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Privacidade, fadiga decisória e inteligência artificial

Segundo Buterin, DAOs precisam resolver dois desafios centrais: privacidade e fadiga decisória. Sem privacidade, a governança vira um jogo social sujeito a pressões externas.

Por isso, ele citou provas de conhecimento zero e computação multipartidária para proteger votos.

Já para a fadiga decisória, Vitalik sugeriu o uso cuidadoso de inteligência artificial, que poderia auxiliar análises ou permitir a delegação de votos sem controlar DAOs.

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Impactos para Ethereum e futuro das DAOs

O setor cresce, com tokens de DAOs somando pelo menos US$ 17,5 bilhões. Contudo, baixa participação e concentração de poder persistem. DAOs maduras, como Aave DAO e Optimism Collective, já gerenciam bilhões em ativos.

Portanto, o design institucional continua essencial. Vitalik reforça: projetos devem tratar governança como “50% do trabalho, não 10%”.

Assim, DAOs deixam de ser apenas mecanismos financeiros e passam a ter papel central na infraestrutura descentralizada do Ethereum.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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