- Projeção aponta XRP entre US$ 8 e US$ 12 até abril de 2027
- Canal ascendente desde 2020 sustenta tese técnica do analista
- MACD semanal repete padrão que antecedeu máxima de US$ 3,65
Uma nova leitura técnica colocou o XRP em rota para a faixa de US$ 8 a US$ 12 até abril de 2027. A projeção partiu do analista Celal Kucuker, que baseia o cenário em um canal ascendente de longo prazo no gráfico semanal e em extensões de Fibonacci convergentes ao redor do alvo superior.
O traço central da análise é a estrutura que vem governando o ativo desde a mínima de 2020. Pelo desenho do canal, o XRP percorreu três fases distintas, a alta de 2021, a acumulação entre 2022 e 2023 e o ciclo iniciado em 2024. Cada uma respeitou a inclinação dos topos e fundos ascendentes.
O canal ascendente que sustenta a tese
A linha inferior do canal hoje passa entre US$ 1,20 e US$ 1,41. Foi exatamente nessa zona que o token testou suporte recentemente antes de ensaiar reversão. Pelo modelo, o próximo destino seria a borda superior, atualmente posicionada perto de US$ 12.
O número não aparece sozinho. A extensão de Fibonacci de 1,618 medida a partir da mínima do canal cai em US$ 12,15, reforçando a confluência. Os múltiplos intermediários 1,272 em US$ 4,42 e 1,414 em US$ 6,70, funcionam como filtros que precisam ceder antes de qualquer aproximação do alvo final.
Para investidores brasileiros, o ponto de atenção é o caminho até lá. O XRP precisaria romper a marca psicológica de US$ 2, recuperar a máxima histórica de US$ 3,65 registrada em meados de 2025 e ainda superar dois patamares de Fibonacci antes do fim do ano. Sem esses gatilhos, o cronograma de 2027 perde validade.
O que diz o MACD semanal
O segundo pilar da tese está no oscilador. O MACD semanal aproxima as linhas de cruzamento, com a curva azul prestes a passar acima da laranja. Barras verdes começaram a surgir no histograma sinal que, se confirmado, valida o repique a partir da base do canal.
Kucuker destaca que o mesmo padrão precedeu a alta de meados de 2025, que levou o ativo ao recorde de US$ 3,65. A repetição do setup, por si só, não garante o desfecho. Mas oferece uma referência objetiva para traders que monitoram momentum em janelas longas.
Contexto brasileiro e fluxo institucional
No mercado local, o XRP segue como uma das altcoins mais negociadas em exchanges brasileiras, com forte presença em pares contra o real. Qualquer movimento em direção aos US$ 8 implicaria ganho superior a 470% sobre os preços atuais variação que reabriria a discussão sobre tributação de ganhos de capital cripto acima de R$ 35 mil mensais, regra fiscalizada pela Receita Federal.
O cenário institucional também avançou. Recentemente, o UBS revelou exposição via ETF de XRP em formulário enviado à SEC, sinalizando entrada de capital regulado no ativo. Em paralelo, a Ripple testou pagamentos internacionais com JPMorgan e Mastercard usando o token, ampliando a tese de utilidade que sustenta narrativas de longo prazo.
Esses fluxos importam porque diferenciam o atual movimento dos ciclos anteriores. Em 2021, o ETF de XRP nos Estados Unidos sequer existia. Hoje, produtos listados captam recursos de fundos tradicionais e mesa proprietária, o que muda o perfil do comprador marginal.
Riscos e cenários alternativos
O modelo técnico tem fragilidades. Canais ascendentes podem ser rompidos para baixo, e a perda do suporte em US$ 1,20 invalidaria a estrutura. Nesse caso, o ativo migraria para uma faixa de acumulação inferior, prolongando a lateralização.
O calendário de 2027 também depende de variáveis macro. Decisões do Fed, fluxos para ETFs e definições regulatórias da SEC sobre o status do XRP seguem como gatilhos externos relevantes. A análise completa publicada pelo portal NewsBTC detalha os níveis de Fibonacci usados na projeção. Para quem opera o ativo no Brasil, o monitoramento dos US$ 2 funciona como primeiro filtro objetivo da tese.
