- 72 ataques físicos confirmados em 2025, alta de 75% em relação a 2024.
- US$ 40,9 milhões em perdas registradas, com risco de subnotificação.
- Europa concentrou 40% dos casos, com a França liderando o ranking.
O número de ataques físicos contra usuários de criptomoedas disparou em 2025.
Segundo a CertiK, as perdas somaram US$ 41 milhões, enquanto a violência deixou de ser um caso isolado no setor.
Violência física se consolida como ameaça ao ecossistema cripto
De acordo com a CertiK, 72 casos de ataques físicos foram confirmados globalmente em 2025. Esse número representa um crescimento de cerca de 75% em relação a 2024.
Além disso, os criminosos passaram a agir de forma mais organizada. Sequestros, agressões e extorsões tornaram-se mais frequentes, inclusive envolvendo familiares das vítimas.
A CertiK alertou que o impacto vai além do prejuízo financeiro. O trauma psicológico e o dano reputacional já alteram o comportamento de investidores e fundadores.
“2025 marca um ponto de inflexão. A violência física agora é um vetor central de risco no ecossistema cripto”, afirmou a CertiK em relatório oficial.
Europa lidera casos e ataques ganham repercussão internacional
A França registrou 19 ataques confirmados em 2025, portanto, liderou o ranking global. No total, a Europa concentrou cerca de 40% dos casos.
Entre os episódios mais graves, está o sequestro de David Balland, fundador da Ledger, e de sua esposa, em janeiro. Ambos foram mantidos sob ameaça para pagamento de resgate.
Além disso, um investidor italiano foi sequestrado e torturado durante uma viagem a Nova York, em maio. O caso reforçou o caráter internacional do problema.
Segundo Alena Vranova, fundadora da SatoshiLabs, a situação é alarmante.
“Toda semana há pelo menos um bitcoiner sequestrado, torturado ou extorquido no mundo”, afirmou.
Medidas de proteção ganham debate no setor
Diante do avanço da violência, surgem propostas como as chamadas “panic wallets”. Esses sistemas poderiam apagar saldos, acionar alertas ou liberar carteiras falsas sob coação.
Entretanto, especialistas alertam que tecnologia não resolve tudo, a principal recomendação segue sendo discrição absoluta sobre patrimônio e rotinas pessoais.
Além disso, muitos investidores passaram a adotar anonimato operacional e até mudança de país. Esse movimento já afeta decisões estratégicas no setor cripto.
A escalada dos ataques mostra que segurança deixou de ser apenas digital. Portanto, o desafio agora envolve proteção física, comportamento preventivo e resposta institucional coordenada.
