- Duas baleias compram 11.306 ETH equivalentes a US$ 20,59 milhões
- Netflow negativo em exchanges completa oito dias e reduz oferta líquida
- RSI de ETH acima de 50 sustenta cenário de teste em US$ 2.000
Grandes carteiras voltaram a mirar o Ethereum em meio à consolidação do preço acima de US$ 1.800. Dois endereços monitorados por rastreadores on-chain adicionaram, juntos, 11.306 ETH o equivalente a US$ 20,59 milhões enquanto a segunda maior criptomoeda do mundo tenta pavimentar caminho até a marca psicológica de US$ 2.000.
O ativo é negociado nesta janela em torno de US$ 1.819, o que coloca a cotação no Brasil próxima de R$ 9.313. O patamar é mantido pelo terceiro pregão consecutivo e serve de base técnica para o cenário que os grandes investidores estão precificando.
Duas baleias somam 11 mil ETH em poucas horas
Segundo dados divulgados pela Lookonchain, uma carteira sacou 4.948 ETH US$ 9,01 milhões e elevou o saldo total para 49.407 ETH, algo em torno de US$ 84,3 milhões. A movimentação seguiu o padrão de acumulação silenciosa, sem passar por exchanges centralizadas na etapa de custódia.
Outra entidade, com dois endereços associados, comprou 6.358 ETH por US$ 11,59 milhões, de acordo com a Onchain Lens. Juntas, as duas baleias movimentaram um valor próximo do faturamento diário de uma corretora de médio porte no Brasil, o que ajuda a dimensionar a escala da operação.
Historicamente, compras dessa magnitude fora do book de ofertas retiram liquidez do mercado à vista. Quando ocorrem em janelas de preço lateralizado, funcionam como pressão de fundo sem impacto imediato no candle, mas reduzindo a oferta disponível para eventuais correções.
Netflow negativo completa oito dias consecutivos
O movimento das baleias não está isolado. Dados da CryptoQuant mostram que o Exchange Netflow de Ethereum acumula oito dias seguidos no negativo, a maior sequência do ano. Netflow negativo significa que mais ETH está saindo das corretoras do que entrando comportamento típico de acumulação em carteiras próprias.
O reflexo aparece no Exchange Supply Ratio, que caiu para 0,13, mínima de três semanas. O indicador mede a fatia do supply total que está parada em corretoras. Quanto menor, menos moedas disponíveis para venda imediata. Combinado com o netflow, o quadro mostra um mercado em que a pressão vendedora perdeu tração.
Vale lembrar que a leitura on-chain acontece em paralelo ao debate sobre o futuro institucional da rede. A recente dissolução de equipes na Ethereum Foundation gerou ruído, mas não interrompeu a demanda de grandes carteiras o que sugere que a tese de investimento sobrevive à turbulência interna do desenvolvimento.
RSI acima de 50 abre caminho para US$ 2.000
No gráfico, o Índice de Força Relativa (RSI) do ETH permanece acima de 50 há oito pregões, sinalizando que a força compradora se mantém sem entrar em zona de sobrecompra. Historicamente, esse tipo de configuração RSI firme somado a saídas contínuas de exchanges — costuma anteceder movimentos de alta.
O suporte técnico imediato está na média móvel de curto prazo, próxima de US$ 1.778. Fechamentos diários acima dela mantêm a estrutura construtiva. Perder esse patamar reabre risco de nova pressão baixista e enfraquece a leitura das baleias. O alvo, se o cenário se confirmar, é a barreira redonda de US$ 2.000, que separa o ativo de uma retomada mais consistente.
BlackRock reforça fluxo institucional em ETH
O apetite não se limita ao segmento cripto-nativo. Relatórios recentes mostram que a BlackRock ampliou posições em Bitcoin e Ethereum via ETFs listados nos Estados Unidos, movimento que dá lastro institucional ao que as baleias estão fazendo no mercado à vista. Para o investidor brasileiro, que acessa a exposição sobretudo via ETFs locais e BDRs, esse fluxo importa: quando gestoras globais adicionam ETH em produtos regulados, a liquidez tende a se estender às pontas emergentes do mercado, incluindo derivativos negociados em corretoras nacionais.
