- Pressão dos HODLers limita avanço do Bitcoin rumo aos US$ 100 mil
- Liquidez concentrada perto dos US$ 100 mil adia o rompimento
- Falta de novos acumuladores mantém cenário de alta incerto
O Bitcoin voltou a testar níveis elevados e, mesmo assim, ainda não mostrou força suficiente para romper a barreira psicológica que muitos investidores esperavam. Embora o preço tenha retomado os US$ 90 mil, após tocar a mínima de US$ 90.250 no domingo, o movimento trouxe mais dúvidas do que sinais confiáveis de continuação da tendência.
Nas últimas semanas, analistas observaram um comportamento repetitivo no início de cada semana. O especialista Maartunn destacou que as segundas-feiras se tornaram os dias mais fortes do mês, porém, quase sempre acompanhadas de reversões rápidas que atingem posições compradas. Esse padrão reforçou a cautela e manteve o mercado dividido.
Distribuição cresce enquanto estrutura de longo prazo muda
Nos últimos dez dias, a pressão de distribuição dos detentores de longo prazo permaneceu em uma zona neutra. Esse comportamento mostrou que a força compradora perdeu intensidade, embora não tenha cedido totalmente. Paralelamente, debates sobre um possível início de mercado de baixa ganharam espaço, apesar da expectativa crescente sobre uma eventual reserva de Bitcoin nos EUA em 2026, que poderia restaurar parte do otimismo.
Um relatório do Adler Crypto Insight ajudou a explicar o cenário atual. Axel Adler Jr. apontou que a estrutura de propriedade estável sugere um mercado ainda indeciso. Entre os dias 5 e 11 de janeiro, a parcela realizada pelos detentores com mais de seis meses subiu de 43,29% para 43,69%, sinalizando uma leve migração.
Ao mesmo tempo, a movimentação de 30 dias para a faixa de investidores com 12 meses ou mais recuou de 2,12% para 1,81%. Isso mostrou que a expansão dos HODLers de longo prazo ocorreu apenas pela passagem natural de moedas para faixas mais antigas, e não por nova acumulação relevante.
Preço mira os US$ 100 mil, mas pressão pode travar rompimento
Os dados indicaram que não houve entrada significativa de novos acumuladores. Pelo contrário, muitos detentores do último ano preferiram manter suas posições, já que grande parte ainda opera com perdas administráveis. Assim, o regime de acumulação visto anteriormente perdeu força e abriu espaço para uma possível fase de distribuição mais intensa conforme o preço se aproxima dos US$ 100 mil.
O mapa de calor de liquidação reforçou essa visão ao apontar a zona entre US$ 96 mil e US$ 100 mil como uma região crítica, repleta de liquidez. Essa reserva pode atrair o preço do BTC nas próximas semanas, aumentando a probabilidade de teste da marca desejada.
No entanto, o comportamento das baleias e o desligamento recente de novos grandes investidores criaram um obstáculo adicional. A área próxima de US$ 99 mil se tornou o ponto de equilíbrio para muitos participantes de longo prazo, o que elevou o risco de vendas fortes antes da confirmação do rompimento, especialmente em um ambiente no qual as criptomoedas promissoras também enfrentam volatilidade crescente.
