Bitcoin comprado a US$ 6.400 vira US$ 85 milhões: carteira da era Satoshi “acorda” após 13 anos

  • Carteira antiga transferiu 909,38 BTC, hoje avaliados em US$ 84,6 milhões.
  • Os bitcoins foram recebidos em 2013, quando cada unidade valia menos de US$ 6.400.
  • O movimento ocorre em meio ao despertar de baleias antigas, que já deslocaram mais de US$ 50 bilhões em BTC.

Um endereço de Bitcoin da era Satoshi voltou à atividade após 13 anos parado.

Ele moveu todo o saldo de 909,38 BTC para uma nova carteira, chamando atenção do mercado cripto.

Carteira dormente reaparece e impressiona pelo retorno histórico

Dados on-chain da Arkham Intelligence mostram que a carteira recebeu os bitcoins em 2013. Naquele momento, o investimento total não passava de US$ 6.400.

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Hoje, entretanto, o mesmo saldo vale cerca de US$ 84,6 milhões, portanto, o retorno supera com folga ativos tradicionais.

Uma carteira de Bitcoin dormente desperta – Fonte: Arkham Intelligence

Para comparação, o S&P 500 teria transformado esse valor inicial em cerca de US$ 37 mil no mesmo período. Além disso, o ouro acumulou alta aproximada de 150%.

Segundo a Arkham Intelligence:

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“movimentos desse tipo destacam o contraste extremo entre os preços iniciais do Bitcoin e sua valorização atual”.

Convicção, esquecimento ou recuperação de acesso

Manter bitcoin por 13 anos exigiu resiliência. Nesse período, o mercado enfrentou quedas superiores a 70%, crises em grandes corretoras e disputas internas da rede.

Além disso, ocorreram hard forks relevantes, como Bitcoin Cash e Bitcoin SV. Diante desse cenário, manter os ativos intactos sugere forte convicção ou, alternativamente, perda temporária das chaves privadas.

Segundo analistas, a transferência não indica, necessariamente, venda imediata. Na prática, pode representar apenas reorganização de custódia ou reforço de segurança patrimonial.

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Baleias antigas e o debate sobre riscos futuros

O caso não é isolado, entre 2024 e 2025, carteiras com mais de dez anos moveram, juntas, mais de US$ 50 bilhões em BTC, segundo dados on-chain.

Ao mesmo tempo, cresce o debate sobre riscos de longo prazo. Entre eles, destacam-se possíveis ataques quânticos às assinaturas criptográficas do Bitcoin.

UTXOs antigos já expuseram suas chaves públicas, por isso, alguns especialistas defendem a migração para estruturas mais modernas, mesmo sem intenção imediata de venda.

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Embora a maioria dos criptógrafos veja essa ameaça como distante, o tema ganhou espaço recente. Assim, baleias mais cautelosas podem estar se antecipando.

Agora, o mercado acompanha os próximos passos. Se os fundos chegarem a corretoras, o impacto pode ser relevante. Caso contrário, o movimento reforça a narrativa de amadurecimento e gestão ativa dos grandes detentores de Bitcoin.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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