Bitcoin dispara mesmo com tensão global, mas baixa liquidez liga sinal vermelho

Bitcoin dispara mesmo com tensão global, mas baixa liquidez liga sinal vermelho
  • Bitcoin atingiu US$ 74.942 e opera próximo dos US$ 75 mil.
  • China negou envio de armas ao Irã e reagiu à ameaça de tarifas de 50% dos EUA.
  • Analistas alertam: baixa liquidez e otimismo elevado podem indicar correção.

O Bitcoin voltou a subir com força e quase tocou US$ 75 mil nesta terça-feira, impulsionado pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e China envolvendo o Irã.

Ao mesmo tempo, o cenário geopolítico elevou a volatilidade global, enquanto especialistas pedem cautela com o atual nível de otimismo no mercado.

China rebate acusações e tensão global aumenta

A China negou oficialmente qualquer envio de armas ao Irã, o porta-voz Guo Jiakun classificou as acusações como “puramente fabricadas”. Além disso, reforçou que o país segue regras rígidas no comércio militar.

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A resposta veio após a ameaça de Donald Trump, o presidente afirmou que qualquer país que forneça armas ao Irã enfrentará tarifas imediatas de 50% sobre exportações aos EUA.

“Qualquer país que forneça armas militares ao Irã será imediatamente tarifado… em 50%”, escreveu Trump.

Esse movimento elevou o risco de uma nova escalada comercial, além disso, reacendeu memórias de 2025, quando ameaças tarifárias derrubaram cerca de US$ 200 bilhões do mercado cripto.

Ao mesmo tempo, o bloqueio do Estreito de Ormuz pelos EUA ampliou a incerteza, por isso, investidores migraram para ativos considerados mais seguros.

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O petróleo virou majoritariamente comprado, enquanto o ouro atingiu 79% de posições long.

Alta do Bitcoin levanta dúvidas sobre sustentabilidade

O Bitcoin subiu mais de 5% no fim de semana, a alta foi impulsionada por liquidações de US$ 89 milhões em posições vendidas.

Além disso, ETFs spot ajudaram o movimento, com destaque para entradas de US$ 269 milhões em um único dia.

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Apesar disso, o mercado mostra sinais mistos. O cofundador da Gemini, Cameron Winklevoss, ironizou o movimento:

“Por que o Bitcoin está chegando aos US$ 74 mil? Achei que o Bitcoin estava morto?”

Entretanto, nem todos compartilham do otimismo. Michael Nadeau, fundador da DeFi Report, alertou para um padrão perigoso. Segundo ele, momentos de forte convicção costumam anteceder quedas.

“O Bitcoin não atinge o fundo quando todos acham que o fundo já foi alcançado”, afirmou.

Além disso, volumes baixos reforçam a preocupação, historicamente, fundos de mercado ocorrem com capitulação e alta atividade, o que ainda não aparece no cenário atual.

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Dados recentes também mostram redução no apetite por risco, a posição comprada no S&P 500 caiu de 64% para 61%, já o Dow Jones recuou de 67% para 60%.

O que pode acontecer agora

O futuro do Bitcoin depende diretamente do cenário geopolítico, caso as tensões entre EUA e China avancem para medidas concretas, a volatilidade deve aumentar.

Por outro lado, se houver alívio nas relações, o mercado pode ganhar novo fôlego, ainda assim, o atual excesso de otimismo exige cautela.

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No curto prazo, manter-se acima de US$ 74 mil será um teste importante. Portanto, investidores acompanham de perto tanto os indicadores macro quanto o comportamento do fluxo institucional.

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Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
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