- Cruz da morte reforça forte pressão vendedora no Bitcoin
- Indicadores técnicos apontam tendência negativa sem sinais de alívio
- Suportes críticos podem abrir caminho para novas quedas
O clima no mercado de Bitcoin ficou mais pesado nos últimos dias, e os gráficos reforçam esse pessimismo crescente. Os investidores atentos já observam sinais de que a pressão de venda pode permanecer dominante por mais tempo do que o previsto.
Enquanto isso, o contraste com os metais preciosos aumenta. O ouro rompeu US$ 5.400 por onça e a prata alcançou US$ 117, marcando uma forte migração para ativos tradicionais de proteção. O Bitcoin, porém, opera no sentido oposto e segue com quedas acentuadas. Essa diferença deixa claro que, diante da incerteza global, os investidores ainda priorizam ativos testados ao longo de décadas em vez das criptomoedas.
Embora os três ativos sejam divulgados como reservas de valor, apenas ouro e prata aumentam substancialmente suas capitalizações nesta semana. O Bitcoin, por outro lado, perde força rapidamente. E há um motivo claro para isso.
Indicadores macroeconômicos pressionam o Bitcoin
O aumento da probabilidade de uma paralisação do governo dos EUA, a indefinição do Federal Reserve e o risco de intervenção cambial no iene japonês afastam investidores de ativos considerados arriscados. O histórico de apenas 15 anos do Bitcoin não inspira segurança suficiente nesse ambiente.
O movimento piora no mercado de altcoins. Dogecoin, XRP e outros tokens sofrem quedas ainda mais expressivas, ampliando a sensação de que o setor inteiro enfrenta uma fase crítica.
O Bitcoin esta negociado em US$ 84.405, após perder 5% em apenas um dia. O ativo rompeu zonas de suporte importantes desde o topo de janeiro, perto de US$ 97.000, e os sinais técnicos não mostram trégua.
A temida cruz da morte, quando a média móvel exponencial de 50 dias cruza abaixo da de 200 dias reforça esse alerta. Esse padrão geralmente marca períodos prolongados de baixa e antecedeu grandes desvalorizações em 2018 e 2022.
Sinais técnicos reforçam tendência negativa
A EMA de 50 dias está em US$ 88.000, atuando como forte resistência. O Bitcoin permanece abaixo das duas médias, o que indica fraqueza estrutural. Para reverter esse cenário, seria necessário um fechamento acima dessa faixa, algo que o mercado ainda não demonstrou força para entregar.
O Índice Direcional Médio (ADX) marca 24, próximo do nível que confirma tendência forte. A leitura sugere que a pressão vendedora pode perder força, mas ainda indica cautela.
O volume de negociações, porém, cresce durante a queda, mostrando que vendedores reais participam do movimento. O indicador Squeeze Momentum permanece desligado, o que confirma que não há energia acumulada para uma reversão abrupta.
Caso o suporte de US$ 83.000 seja rompido, o preço pode buscar US$ 74.000, região testada em abril de 2025. Uma queda ainda mais profunda poderia levar o ativo a US$ 65.000, embora esse cenário pareça menos provável no momento.
Até que o Bitcoin recupere US$ 88.000 com um ADX crescente, o mercado deve continuar enfrentando volatilidade intensa, sentimento negativo e comparações inevitáveis com o desempenho superior do ouro.
