- Bitcoin iniciou 2026 perto de US$ 87.500, com sinais técnicos apontando forte volatilidade.
- RSI baixo e Bollinger Bands extremamente comprimidas lembram o cenário de janeiro de 2023.
- Executivos e analistas decretam o fim do ciclo clássico de quatro anos do BTC.
O Bitcoin abriu 2026 sob atenção máxima do mercado.
Indicadores técnicos sugerem um movimento forte de preço, enquanto analistas afirmam que o tradicional ciclo de quatro anos perdeu validade.
RSI baixo e Bollinger Bands indicam volatilidade iminente
O Bitcoin iniciou o ano em torno de US$ 87.500, aguardando a reabertura dos mercados tradicionais. Apesar da calmaria inicial, os gráficos mostram tensão acumulada.
Além disso, o RSI semanal abaixo de 40 indica condição historicamente rara, ao mesmo tempo, as Bollinger Bands atingiram um dos níveis mais estreitos já registrados.
Segundo a conta de análise Quantdata21, apenas um episódio semelhante ocorreu antes.
“Isso aconteceu em janeiro de 2023, e todos sabem o que veio depois”, destacou o analista no X.
Por isso, cresce a expectativa de um movimento brusco. Em 2023, o Bitcoin iniciou um rali prolongado após sinal semelhante.
O trader Jelle também vê espaço para alta. Ele citou uma divergência de alta no RSI em gráfico de três dias, próxima a um suporte-chave.
“O Bitcoin parece bem posicionado para subir neste trimestre”, afirmou.
Fim do ciclo de quatro anos muda a leitura do mercado
Entretanto, 2025 trouxe um marco negativo, o Bitcoin fechou o ano pós-halving com candle anual vermelho, algo inédito até agora.
Esse dado reacendeu o debate sobre a validade dos ciclos de quatro anos, para muitos, o padrão deixou de funcionar.
Simon Dixon, CEO da Bnk To The Future, foi direto.
“RIP ciclo de quatro anos do Bitcoin”, escreveu.
Segundo ele, 2026 marca uma nova era, com mais influência macro e novos participantes institucionais, além disso, o analista Cipher X reforçou que os ciclos nunca foram leis naturais. Para ele, eram reflexo de liquidez e timing, agora alterados.
Perspectivas para 2026 seguem otimistas
Apesar das dúvidas, projeções continuam ambiciosas, vários analistas defendem novas máximas históricas em 2026.
O patamar de US$ 150.000 aparece com frequência. Michael Saylor, CEO da Strategy, está entre os que mantêm visão positiva.
No curto prazo, Michaël van de Poppe aposta em um teste rápido dos US$ 90.000, segundo ele, mais portas estão se abrindo para investidores institucionais.
Portanto, o mercado entra em 2026 dividido. Há cautela, mas também expectativa renovada. Se os sinais técnicos se confirmarem, o Bitcoin pode iniciar um novo ciclo — mesmo sem o antigo roteiro.
