- Bitcoin fechou a semana abaixo da média móvel exponencial de 200 semanas, perto de US$ 68.310.
- A criptomoeda recuou para US$ 66 mil, reforçando o risco de nova pressão de venda.
- Analistas apontam US$ 60 mil como possível zona de compra se a correção continuar.
O Bitcoin iniciou a nova semana sob pressão após fechar abaixo de uma das linhas técnicas mais importantes do mercado.
A incapacidade de recuperar a média móvel exponencial de 200 semanas reacendeu o risco de uma queda até a região de US$ 60 mil, enquanto traders monitoram o comportamento do ouro e do petróleo.
Perda da média de 200 semanas preocupa traders
Dados do TradingView mostram que o par BTC/USD chegou a mínimas próximas de US$ 66.369 durante o fim de semana. Entretanto, o preço segue incapaz de recuperar a média móvel exponencial de 200 semanas, atualmente em torno de US$ 68.310.
Essa linha costuma funcionar como suporte em ciclos de alta, por isso, perder esse nível gera preocupação no mercado.
O analista Rekt Capital destacou que o fechamento semanal abaixo da média reforça a resistência técnica.
“O Bitcoin voltou a ultrapassar momentaneamente a EMA de 200, mas o preço anulou grande parte da recuperação recente”, escreveu o analista.
Além disso, ele afirmou que um fechamento semanal abaixo desse nível “continuaria a consolidar a EMA como resistência”.
Antes de fevereiro, o Bitcoin não fechava abaixo dessa média semanal desde março de 2023. Portanto, o movimento atual chama atenção dos traders.
Apesar da fraqueza recente, alguns analistas veem possibilidade de repetição do padrão observado em 2023, quando o BTC perdeu a média, recuperou o nível e iniciou uma forte alta.
Petróleo e ouro entram no radar do mercado
Além da análise técnica, fatores macroeconômicos também influenciam o comportamento do Bitcoin, a tensão geopolítica no Oriente Médio aumentou a volatilidade em ativos globais.
Por isso, investidores acompanham com atenção o desempenho do petróleo, ouro e prata.
O trader e analista Michaël van de Poppe afirmou que esses ativos podem determinar a direção do BTC nos próximos dias.
“Todos os olhos estão no petróleo amanhã, além do ouro e da prata. Se esses ativos se moverem a favor do Bitcoin, podemos ver uma volta às máximas na próxima semana”, disse.
Entretanto, ele também indicou um cenário alternativo, caso o mercado permaneça fraco, a região de US$ 60 mil pode se tornar um ponto importante de compra.
O petróleo WTI subiu cerca de 16% em um único dia, enquanto o ouro continua próximo de suas máximas históricas.
Van de Poppe destacou ainda que o Bitcoin parece barato quando comparado ao ouro, segundo ele, o indicador de força relativa entre os dois ativos atingiu o menor nível da história.
“O ouro está sobrevalorizado no curto prazo, enquanto o Bitcoin está subvalorizado”, afirmou.
O comportamento dessas commodities pode influenciar o apetite por risco no mercado financeiro.
No curto prazo, o Bitcoin enfrenta um momento decisivo, se recuperar a média de 200 semanas, o ativo pode retomar o impulso de alta. Caso contrário, uma nova correção até US$ 60 mil permanece no radar dos investidores.
