- Dificuldade subiu 15% em 20 de fevereiro e atingiu 144,4 trilhões, segundo a CoinWarz.
- Tempestades derrubaram o hash rate em janeiro, porém a recuperação restaurou a capacidade rapidamente.
- Mineradores lucraram vendendo energia à rede elétrica, compensando parte das perdas operacionais.
A dificuldade de mineração subiu 15% e atingiu 144,4 trilhões após a recuperação das operações nos Estados Unidos.
O aumento fortalece a segurança da rede, porém pressiona as margens financeiras dos mineradores.
Recuperação do hash rate impulsiona novo ajuste da rede
A dificuldade caiu cerca de 11% no início de fevereiro, após uma queda abrupta no hash rate. Tempestades severas interromperam operações e afetaram a infraestrutura elétrica em várias regiões.
Por exemplo, a Foundry USA, maior pool global, viu seu poder computacional cair de quase 400 EH/s para 198 EH/s. Entretanto, a recuperação ocorreu rapidamente nas semanas seguintes.
O hash rate mede o poder computacional total da rede. Por isso, ele influencia diretamente o ajuste automático da dificuldade. Esse mecanismo ocorre a cada 2.016 blocos, aproximadamente a cada duas semanas.
Quando o hash rate sobe, a dificuldade aumenta, Portanto, o sistema mantém o tempo médio de mineração em cerca de 10 minutos por bloco. Esse equilíbrio garante previsibilidade e segurança.
Além disso, níveis mais altos de dificuldade tornam ataques mais caros e improváveis. Contudo, mineradores enfrentam custos maiores para gerar novos blocos e receber recompensas.
Mineradores lucram com venda de energia durante interrupções
Mesmo com interrupções, mineradores encontraram novas fontes de receita. Muitos participam de programas de resposta à demanda energética.
Esses programas permitem pausar a mineração e vender energia de volta à rede. Isso ocorre quando os preços da eletricidade sobem rapidamente.
Bruce Rodgers, CEO da LM Funding America, destacou essa flexibilidade:
“Em janeiro, nossa infraestrutura energética destacou a flexibilidade do nosso modelo operacional.”
Segundo a empresa, um único fim de semana gerou mais de 25% da receita trimestral típica com energia e compensações.
Da mesma forma, a Canaan Inc. confirmou participação em programas de interrupção. A empresa coordenou ações com parceiros para equilibrar a demanda elétrica.
Essas estratégias reduzem prejuízos e fortalecem a sustentabilidade financeira das operações.
Estados Unidos consolidam liderança global
Desde o banimento da mineração na China em 2021, os Estados Unidos assumiram a liderança global. Estados como Texas e Georgia atraíram grandes operações.
Segundo o Cambridge Centre for Alternative Finance, o país concentra mais de um terço do hash rate global. Esse domínio fortalece sua influência sobre a infraestrutura do Bitcoin.
Além disso, a integração com redes elétricas cria novas oportunidades econômicas. Mineradores atuam como consumidores flexíveis e ajudam a estabilizar o fornecimento.
No longo prazo, esse modelo pode se tornar padrão global. Ele combina mineração com gestão energética eficiente e novas fontes de receita.
O recente aumento da dificuldade confirma a resiliência da rede. Mesmo após interrupções severas, o sistema se ajusta rapidamente. Portanto, o Bitcoin continua operando com segurança crescente e adaptação constante.
