Bitcoin tenta repique a US$ 71 mil, mas perdas realizadas seguem em série negativa

  • Bitcoin saltou 8,6% no fim de semana de US$ 59,1 mil a US$ 64,2 mil
  • Realized profit/loss 7DMA acumula 22 dias consecutivos no campo negativo
  • Zona de oferta em US$ 65 mil a US$ 66 mil ameaça travar nova alta

O bitcoin ensaiou um repique relevante no fim de semana, mas a leitura on-chain mantém o viés baixista intacto. Entre sexta-feira, 5, e domingo, 7 de junho, o preço subiu 8,6%, saindo de US$ 59,1 mil para US$ 64,2 mil. Na segunda-feira, a mesma zona foi testada novamente, sem fôlego para romper.

Desde então, os compradores não conseguiram avançar. O BTC é negociado a US$ 61.710, equivalente a R$ 318.908, com recuo de 1,6% em 24 horas. O movimento devolve parte do ganho do fim de semana e reforça a tese de que a recuperação foi técnica, não estrutural.

Fonte: coinmarketcap

Net taker volume positivo perde força no topo

O analista Axel Adler Jr. destacou que o net taker volume voltou ao território positivo entre sexta e domingo. Foi essa pressão compradora agressiva que empurrou o preço até a região de US$ 64 mil. O padrão, porém, lembra o repique observado após a queda de 24 de maio, breve, raso e sem continuidade.

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Adler também chamou atenção para outra métrica menos comentada. A média móvel de 7 dias do realized profit/loss do bitcoin acumula 22 dias consecutivos em terreno negativo. Mesmo assim, o indicador ainda não chegou perto dos níveis de prejuízo realizado típicos de fundos históricos de ciclo.

A leitura dupla é incômoda para quem busca um piso. Por um lado, há vendedores capitulando há mais de três semanas seguidas. Por outro, a magnitude do prejuízo absorvido pelo mercado ainda é menor do que a registrada em 2022 ou no fundo de 2018. Em outras palavras: pode haver mais dor pela frente antes de uma exaustão real.

Zona de oferta em US$ 66 mil trava recuperação

No gráfico de 4 horas, a estrutura segue claramente baixista. O repique atual sequer alcançou os principais níveis de retração de Fibonacci, situados em US$ 66,8 mil e US$ 71,2 mil. Acima disso, há uma zona densa de oferta entre US$ 65 mil e US$ 66 mil, formada por compradores que travaram em topos anteriores e agora vendem no zero a zero.

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O cenário mais provável, segundo a leitura técnica, é a continuação do movimento de baixa a partir dessa região. Um eventual ataque a US$ 71 mil existe como possibilidade, mas exigiria absorver toda essa oferta algo que o atual fluxo de taker não sustenta.

O quadro dialoga com dados recentes da Glassnode, que já vinha apontando o BTC em zona de risco com pressão vendedora persistente, agravada pelos resgates em ETFs spot americanos.

Saídas em ETFs e baleias pressionam fluxo no Brasil

O contexto institucional não ajuda. Os ETFs de bitcoin nos Estados Unidos amargaram US$ 326 milhões em saídas recentes, com o IBIT da BlackRock liderando os resgates. Em paralelo, baleias dobraram depósitos em exchanges e até a Strategy passou a vender BTC para aliviar pressão sobre o balanço.

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Para o investidor brasileiro, o efeito é direto. Com o dólar a R$ 5,16, a queda do BTC em reais vem sendo amortecida pelo câmbio, mas exchanges locais como Mercado Bitcoin e Foxbit registram volume reduzido no período. A combinação de realized loss persistente, ETFs sangrando e estrutura técnica baixista sugere cautela com posições alavancadas especialmente para quem opera futuros em corretoras estrangeiras com margem em stablecoin.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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