Bitcoin retoma US$ 80 mil e testa SMA de 200 dias em US$ 82.600

  • BTC recupera US$ 80 mil e desafia resistência da SMA de 200 dias em US$ 82.600
  • Padrão de cunha ascendente abre risco de recuo até a faixa de US$ 75.800
  • Canal mensal de longo prazo projeta alvos em US$ 100 mil e US$ 149 mil

O Bitcoin voltou a operar acima dos US$ 80 mil antes do fechamento semanal e devolveu fôlego ao mercado cripto após a forte correção iniciada no começo do ano. A retomada acontece depois de o ativo testar mínimas abaixo de US$ 60 mil e desafiar a média móvel simples de 200 dias, considerada um divisor de águas técnico pelos operadores.

A leitura imediata dos gráficos sugere que o movimento ainda não está consolidado. O preço se aproxima de uma zona de resistência crítica, e o comportamento nos próximos pregões deve definir se a recuperação evolui para um novo ciclo de alta ou se descamba para uma correção secundária. Para o investidor brasileiro, a janela coincide com um período de cautela nas exchanges locais, que viram volumes encolherem durante a queda.

Resistência na SMA de 200 dias

No gráfico diário, o BTC negocia dentro de uma cunha ascendente formada a partir da mínima de fevereiro. A faixa entre US$ 80.000 e US$ 82.700 concentra a média móvel de 200 dias, barreira que vem rejeitando tentativas de rompimento nos últimos meses.

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Fonte: coinmarketcap

O índice de força relativa (RSI) opera acima da média, mas ainda não atingiu zona de sobrecompra extrema. Isso indica que há espaço técnico para continuação do movimento, embora a geometria da cunha favoreça um recuo antes da decisão final. Se os compradores falharem em superar a SMA, o ativo tende a buscar suporte próximo de US$ 75.800 antes de tentar nova arrancada.

O cenário alternativo é direto. Um rompimento confirmado acima dos US$ 82.700 abre caminho para US$ 86.000 no curto prazo, com extensão possível até a marca psicológica de US$ 90.000. Esse trajeto, porém, exige volume crescente, algo que ainda não apareceu de forma consistente nas últimas sessões.

Canal mensal mantém viés altista

No gráfico mensal, a história é outra. O Bitcoin segue dentro de um canal paralelo ascendente de longo prazo que vem orientando o ciclo desde o último halving. A correção recente respeitou a linha inferior do canal, na região de US$ 56.000 a US$ 65.000, e o repique para acima dos US$ 80 mil reforça a tese de continuação.

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A linha superior do canal projeta alvos progressivos em US$ 100.000 e, mais à frente, US$ 149.000. O indicador DMI mostra recomposição gradual da pressão compradora após uma fase prolongada de esfriamento. Para manter a estrutura de alta, no entanto, o preço precisa sustentar suporte acima de US$ 75.000 e, idealmente, romper a resistência intermediária dos US$ 88.000.

O comportamento da oferta reforça a leitura técnica. Dados recentes mostram que cerca de 78% do supply não se move há mais de seis meses, concentrado em holders de longo prazo. Esse fator reduz a pressão vendedora estrutural e ajuda a explicar por que a recuperação ganhou tração mesmo com fluxos institucionais ainda tímidos.

O que observar no mercado brasileiro

Convertido pelo câmbio atual, o BTC nos US$ 80 mil equivale a aproximadamente R$ 440 mil, patamar que reativa o interesse do varejo nacional segundo dados recentes de exchanges locais. Operações alavancadas, contudo, exigem atenção redobrada, a cunha ascendente é um padrão historicamente associado a falhas de rompimento, e liquidações em cascata foram frequentes na faixa entre US$ 75 mil e US$ 80 mil nos últimos meses.

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O contexto macro também pesa. A divulgação do CPI dos Estados Unidos e a postura do Federal Reserve sobre cortes de juros continuam como gatilhos diretos para a volatilidade do Bitcoin. Goldman Sachs e outros bancos revisaram o calendário de afrouxamento monetário, o que pode atrasar a entrada de capital institucional adicional no curto prazo.

Há ainda um componente de adoção corporativa relevante. A Strategy sinalizou nova compra de BTC, e fundos de pensão americanos seguem ampliando exposição via ações ligadas ao ativo. Análise técnica publicada pela Coinpedia aponta que, sem ruptura clara do canal de baixa intermediário, o caminho para os seis dígitos depende de uma combinação entre fluxo institucional e sustentação macro favorável.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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