Bitcoin rumo aos US$ 125 mil? Arthur Hayes aponta gatilhos para nova alta

Bitcoin rumo aos US$ 125 mil? Arthur Hayes aponta gatilhos para nova alta histórica
  • Hayes vê Bitcoin a US$ 125 mil com gastos de guerra e expansão creditícia
  • Nova regra bancária pode gerar US$ 4 trilhões em crédito no sistema
  • Conflito EUA-Irã muda narrativa deflacionária para inflação de guerra

O cofundador da BitMEX, Arthur Hayes, mudou sua perspectiva para o Bitcoin e agora projeta que a criptomoeda alcançará US$ 125 mil até o final de 2026. Durante apresentação no Bitcoin Vegas 2026, Hayes explicou que a combinação de gastos militares dos EUA e uma mudança regulatória bancária criará condições ideais para um forte rali.

A nova regra Enhanced Supplemental Leverage Ratio, em vigor desde 1º de abril, permite que grandes bancos como JPMorgan e Citibank mantenham menos reservas. Segundo análise da S&P Global, essa mudança pode gerar US$ 1,3 trilhão em novos empréstimos. Hayes aplica um multiplicador bancário de três vezes e projeta aproximadamente US$ 4 trilhões em criação total de crédito.

“O crédito bancário tem um multiplicador maior que o do banco central, cerca de três vezes”, explicou Hayes em Vegas. O executivo acredita que esse volume supera amplamente a destruição de crédito causada por demissões relacionadas à inteligência artificial.

Guerra muda cenário deflacionário

Hayes monitora diariamente o spread entre contratos futuros de petróleo WTI de seis meses e o mês corrente para avaliar o conflito EUA-Irã. Sua análise indica tensões elevadas, mas não severas o suficiente para provocar fuga de ativos de risco. O veterano do mercado cripto argumenta que o conflito iniciado em fevereiro mudou fundamentalmente a dinâmica de preços.

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Desde o início das tensões, o Bitcoin superou tanto o Nasdaq quanto ETFs de tecnologia SaaS. Hayes interpreta essa divergência como o mercado reprecificando de deflação causada por IA para inflação de guerra.

“Bitcoin agora está focando na inflação de guerra”, afirmou durante sua palestra.

O argumento central conecta três forças, perdas de empregos por IA, a transição no Federal Reserve para Kevin Warsh, e mudanças estruturais em como bancos comerciais absorvem dívida governamental. Hayes vê a IA como “o novo subprime”, destacando que trabalhadores do conhecimento com altos salários representam exposição creditícia de centenas de bilhões não precificada nos balanços bancários.

Fed e Tesouro manterão liquidez

Contrariando leituras hawkish do mercado sobre Warsh, Hayes acredita que o novo presidente do Fed trabalhará junto ao secretário do Tesouro Scott Bessent para manter o mercado de bonds ordenado. Com US$ 38 trilhões em dívida emitida, o governo precisa continuar vendendo títulos sem interrupções.

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“Warsh não vai entrar em conflito com Bessent”, disse Hayes. O cofundador da BitMEX detalhou um framework de balanço mostrando como Fed e bancos comerciais executariam uma troca. Bancos com cerca de US$ 3 trilhões em reservas do Fed trocariam essas reservas por Treasuries e repos, reduzindo o balanço declarado do Fed sem remover liquidez do sistema.

A demanda estrangeira por Treasuries dos EUA estagnou mesmo com a dívida total subindo. Hayes observa que um novo comprador em escala deve preencher essa lacuna. Com orçamentos de defesa crescendo e a administração Trump projetando um novo orçamento do Pentágono próximo a US$ 1,5 trilhão cerca de 50% acima da alocação anterior a demanda por empréstimos já é visível.

O índice de liquidez de Hayes, que atingiu o fundo em novembro junto com o Bitcoin, já se recuperou. “Monitorem empréstimos para construção e indústria”, aconselhou. “Vocês podem obter esses dados semanalmente do Fed. O crédito precisa fluir.”

Para investidores brasileiros, a tese de Hayes sugere atenção redobrada aos movimentos do Fed e seus reflexos no mercado local. A expansão creditícia nos EUA historicamente beneficia ativos de risco globalmente, incluindo o Bitcoin negociado em reais. Hayes encerrou sua apresentação reafirmando, “Tivemos alguma volatilidade. Tivemos uma guerra. Agora é hora de romper. Por isso acredito que o Bitcoin está indo mais alto.”

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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