- Bitcoin voltou a superar US$ 70 mil após CPI dos EUA vir em linha com as expectativas (2,4% ao ano).
- IEA aprovou liberação emergencial de 400 milhões de barris de petróleo, o que ajudou a aliviar pressões inflacionárias.
- Analistas apontam possível zona de liquidação perto de US$ 65 mil, enquanto mercado aguarda novos dados de inflação.
O preço do Bitcoin voltou a superar US$ 70 mil nesta quarta-feira (11), após a divulgação do índice de inflação dos Estados Unidos mostrar estabilidade.
O dado trouxe alívio temporário aos mercados, enquanto investidores permanecem cautelosos diante das incertezas globais.
CPI dos EUA dentro do esperado traz alívio aos mercados
O Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos registrou alta anual de 2,4% em fevereiro, exatamente dentro das projeções do mercado. Os dados foram divulgados pelo Bureau of Labor Statistics, responsável pelas estatísticas econômicas do país.
Segundo o órgão, “nos últimos 12 meses, o índice geral subiu 2,4% antes do ajuste sazonal”. O número reforça a percepção de que a inflação segue relativamente controlada.
Por isso, ativos de risco reagiram positivamente. Entretanto, o movimento foi moderado. O Bitcoin subiu apenas alguns pontos percentuais e permaneceu dentro de uma faixa estreita de negociação.
Além disso, investidores consideram fatores externos. Tensões geopolíticas no Oriente Médio e incertezas sobre energia ainda podem pressionar a inflação nos próximos meses.
Petróleo recua após maior liberação emergencial da história
Outro fator que ajudou o mercado foi a queda do petróleo. O preço do barril permaneceu abaixo de US$ 90, após a aprovação de uma liberação emergencial de 400 milhões de barris.
A decisão foi tomada pela International Energy Agency, que busca estabilizar o mercado global de energia.
Essa é a maior liberação emergencial já registrada, segundo a agência. A medida tenta conter choques de oferta ligados a conflitos e restrições de produção.
Portanto, a redução temporária no custo do petróleo pode ajudar a limitar pressões inflacionárias nos próximos meses. Mesmo assim, analistas acreditam que o impacto completo só aparecerá nos dados de março.
Traders observam possível rompimento do Bitcoin
Enquanto isso, o mercado de criptomoedas permanece em modo de observação. Traders evitam apostas agressivas até que surja uma tendência mais clara.
O analista Michaël van de Poppe afirmou que o ativo pode ganhar força nas próximas semanas.
“Ainda acredito que veremos um rompimento para cima neste mês para testar níveis mais altos”, afirmou o trader.
Apesar do otimismo, alguns analistas observam possíveis zonas de liquidação abaixo do preço atual. Estimativas indicam liquidez concentrada perto de US$ 65 mil, o que poderia atrair o preço caso ocorra correção.
Dados da plataforma CoinGlass mostram que as liquidações no mercado cripto chegaram a US$ 240 milhões nas últimas 24 horas. A maior parte ocorreu em posições vendidas.
No curto prazo, o comportamento do Bitcoin continuará dependente de novos dados econômicos. O mercado aguarda especialmente os números de inflação de março, que devem refletir melhor o impacto das tensões globais e do mercado de energia.
