Bitcoin perde US$ 73 mil e mira suporte crítico em US$ 69 mil

  • Bitcoin recua a US$ 71.390 e perde zona de suporte entre US$ 73,8 mil e US$ 75,8 mil
  • ETFs de BTC à vista somam saída líquida semanal de US$ 1,27 bilhão
  • Próximo suporte relevante fica em US$ 69 mil e, abaixo dele, US$ 65 mil

O bitcoin voltou ao radar de risco dos traders após romper para baixo uma zona de suporte que sustentava o movimento desde o último repique. A cotação opera em US$ 71.350 (cerca de R$ 358,7 mil), com queda de 2,8% em 24 horas e volume negociado mais de 145% acima da média recente, segundo dados consolidados de mercado.

Fonte: coinmarketcap

A perda do intervalo entre US$ 73.800 e US$ 75.800 mudou o desenho técnico de curto prazo. Essa faixa, que antes funcionava como piso, passou a operar como teto imediato. O próximo suporte estrutural fica em US$ 69 mil, nível que serviu de pivô em consolidações anteriores do ciclo.

Glassnode aponta quebra de estrutura

O relatório semanal da Glassnode resume o quadro em uma frase, a estrutura quebrou e o momentum favorece a baixa no curto prazo. Quatro indicadores reforçam a leitura cautelosa.

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O Realized Profit/Loss Ratio caiu para -0,87, sinalizando que investidores estão realizando mais prejuízo do que lucro. Historicamente, leituras negativas dessa métrica marcam fases em que a confiança encolhe e a pressão vendedora ganha tração. O indicador de momentum de preço opera próximo à banda inferior, sugerindo que a força compradora perdeu fôlego.

No fluxo institucional, os ETFs de bitcoin à vista acumulam saída líquida semanal de aproximadamente US$ 1,27 bilhão. É o tipo de movimento que retira combustível da tese de alta sustentada por demanda dos fundos americanos, que vinha funcionando como piso desde a aprovação dos produtos em 2024. O dado dialoga com a sequência recente de resgates que já havia drenado bilhões em poucos pregões.

Um detalhe chama atenção, as funding rates seguem positivas. Mesmo com o ativo caindo, traders mantêm posições compradas alavancadas em derivativos. Essa combinação eleva o risco de liquidações em cascata caso o preço perfure novos pisos um padrão visto em correções anteriores deste ciclo.

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Leitura técnica e níveis a observar

No gráfico diário, o RSI aproxima-se da região de sobrevenda em torno de 31, enquanto o CMF (Chaikin Money Flow) permanece em terreno negativo. A combinação aponta saída de capital, ainda que o RSI baixo possa engatilhar repiques técnicos de curto prazo.

Para os operadores, o roteiro está claro. Defender US$ 70 mil é condição mínima para tentar reconquistar a zona perdida em US$ 75 mil. Falhar nesse piso abre caminho direto para US$ 69 mil. Abaixo disso, a próxima região de demanda relevante aparece apenas em torno de US$ 65 mil patamar que representaria recuo superior a 35% desde a máxima histórica registrada em outubro de 2025.

O que muda para o investidor brasileiro

No Brasil, o ajuste chega em momento sensível. Com o dólar em R$ 5,02, a desvalorização do BTC em reais é amortecida pela moeda americana mais firme, mas não anulada. Quem comprou no topo recente, próximo de R$ 400 mil, vê a posição encolher mesmo sem grande variação cambial.

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O ambiente regulatório local também pesa. A nova exigência de auditoria independente para VASPs, publicada pelo Banco Central, eleva o custo operacional de exchanges brasileiras justamente quando o volume de negociação tende a aumentar em fases de correção. Plataformas menores podem repassar o custo via spreads maiores, encarecendo a saída de quem decide reduzir exposição.

Há ainda o componente corporativo. A venda recente de 32 BTC pela Strategy, primeira movimentação do tipo em quatro anos, somou ruído à narrativa de acumulação institucional contínua. Embora o volume seja simbólico diante do estoque da empresa, o sinal psicológico afetou tanto o preço do bitcoin quanto a ação MSTR no pregão americano.

Os próximos pregões devem responder se os US$ 70 mil seguram ou se o mercado terá de testar US$ 69 mil. Enquanto o BTC operar abaixo da zona de US$ 73,8 mil, o risco continua inclinado para baixo, conforme aponta a leitura técnica combinada com os fluxos de ETF.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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