BlackRock e gêmeos Winklevoss movem 7 mil BTC e acendem alerta

  • BlackRock enviou 6.005 BTC, cerca de US$ 403 milhões, à Coinbase Prime em poucas horas
  • Gêmeos Winklevoss transferiram 1.000 BTC da custódia Gemini para carteira quente
  • ETFs de Bitcoin perderam mais de US$ 2 bilhões em saques desde meados de maio

Dois dos maiores detentores institucionais de Bitcoin movimentaram, em poucas horas no dia 2 de junho, mais de 7 mil BTC para carteiras de exchanges. As transferências envolveram a BlackRock e os gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss, fundadores da Gemini. O movimento foi flagrado pela firma de análise on-chain Arkham Intelligence e elevou o temor de uma rodada de vendas institucionais em meio à correção do mercado.

O cenário ajudou a alimentar a pressão vendedora. O BTC opera em US$ 62.740 (cerca de R$ 320,9 mil), depois de acumular queda expressiva nas últimas semanas. Os ETFs à vista de Bitcoin nos EUA já perderam mais de US$ 2 bilhões em saques líquidos desde meados de maio, segundo dados acompanhados pela própria Arkham.

BlackRock envia 6.005 BTC à Coinbase Prime

Segundo o rastreador on-chain Solid Intel, a gestora americana transferiu 6.005 BTC equivalentes a aproximadamente US$ 403 milhões à cotação do momento da operação para a Coinbase Prime. As moedas saíram em lotes rápidos de carteiras vinculadas ao IBIT, o ETF à vista de Bitcoin da BlackRock.

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A Coinbase é a custodiante oficial do IBIT. Movimentos desse tipo nem sempre indicam venda em mercado aberto, parte deles serve para suportar processos de criação e resgate de cotas do fundo, função o peracional rotineira. Ainda assim, o timing chamou atenção. A BlackRock vinha de uma sequência de saques relevantes no produto, conforme mostrou a série de resgates do IBIT nas semanas anteriores.

O contexto também pesa. O ETF de Bitcoin emendou um período prolongado de saídas consecutivas, derrubando o preço para a faixa dos US$ 63 mil. Quando o resgate de cotas predomina sobre a entrada de capital novo, os emissores precisam devolver Bitcoin ao mercado e isso aparece como transferência para o custodiante.

Winklevoss movem 1.000 BTC para carteira quente da Gemini

No mesmo dia, os irmãos Winklevoss transferiram 1.000 BTC, cerca de US$ 67,5 milhões, da custódia fria da Gemini para uma carteira quente da própria exchange. Como os gêmeos são fundadores da plataforma, a movimentação ocorreu dentro da infraestrutura controlada por eles.

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A leitura da Arkham é cautelosa, movimentações para hot wallets costumam preceder vendas, mas não confirmam intenção. Em março, um padrão parecido foi seguido por desinvestimentos parciais. Dados da firma indicam que a entidade ligada aos irmãos ainda mantém cerca de 8.328 BTC, avaliados em aproximadamente US$ 692 milhões.

Os Winklevoss também aumentaram, no início deste ano, as compras de Bitcoin via Winklevoss Capital. Em 2014, eles chegaram a controlar perto de 1% do supply circulante do ativo. O lucro acumulado com a tese ultrapassa US$ 1 bilhão, segundo estimativa da Arkham.

O que muda para o investidor que opera em real

Para quem acompanha o mercado pela ótica brasileira, o efeito é imediato, a desvalorização do BTC em dólar se traduz em queda na cotação em reais nas exchanges locais, mesmo com o câmbio operando perto de R$ 5,36 por dólar. Plataformas nacionais reguladas pela supervisão do Banco Central tendem a refletir esse movimento com defasagem mínima.

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Há também um precedente recente que ajuda a calibrar expectativas. Em ciclos anteriores, transferências semelhantes da Mt. Gox foram interpretadas erroneamente como venda imediata, mas parte significativa dos lotes ficou parada em carteiras de exchanges por semanas. A regra prática do mercado é clara: BTC em wallet de exchange ainda não é BTC vendido é apenas BTC em posição de ser vendido.

IBIT perde fluxo e pressiona base técnica do BTC

A combinação de resgates contínuos no IBIT, movimentações de baleias históricas e queda semanal de dois dígitos colocou o Bitcoin próximo de zonas técnicas sensíveis. Analistas mapeiam a região dos US$ 60 mil como suporte estrutural, alinhada ao custo médio de mineração calculado pela Schwab. Romper esse patamar abriria espaço para nova rodada de liquidações em derivativos.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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