- SuperTrend gira para compra no gráfico diário do ADA pela 1ª vez em meses
- Alvos de Ali Martinez ficam em US$ 0,33 e US$ 0,42 se suporte segurar
- Baleias acumulam recordes 25,09 bilhões de ADA, 67% do supply circulante
O cardano voltou ao radar dos traders depois que um dos indicadores técnicos mais acompanhados por analistas mudou de lado no gráfico diário. O SuperTrend, ferramenta usada para mapear tendências de médio e longo prazo, emitiu um sinal de compra para o ADA pela primeira vez em meses.
A leitura foi divulgada pelo analista Ali Martinez em publicação no X. Ele lembra que o mesmo indicador havia virado vendedor em 25 de setembro de 2025, sinal que precedeu uma correção de 73% no preço do token. Agora, segundo Martinez, a fase de exaustão pode estar perto do fim.
O ADA é negociado a US$ 0,2581, no acumulado semanal, o ganho é de 1,32%, e o desempenho do mês chega perto de 12%. A reação acompanha o movimento mais amplo do mercado, com o Bitcoin tocando US$ 82.000 antes de devolver parte da alta.
Alvos técnicos e zona de suporte
Martinez aponta US$ 0,33 como a primeira resistência relevante. Uma rejeição até lá representaria alta de aproximadamente 23,2% em relação ao preço atual. Se o movimento ganhar tração, o alvo secundário fica em US$ 0,42, ganho de cerca de 56,8%.
O cenário otimista, porém, tem uma trava clara. O analista define US$ 0,25 como o nível de suporte que precisa segurar para validar a tese. Perda dessa região atrasaria a recuperação e enfraqueceria o setup técnico atual. É um piso curto, hoje o ADA negocia a menos de 7% de distância dele.
O quadro de Martinez ecoa o que outros analistas vêm desenhando para o ciclo. Celal Kucuker classificou o gráfico de longo prazo do Cardano como “incrivelmente limpo” e projeta um movimento até US$ 4,21 caso o ADA rompa a região próxima de US$ 1. Esse alvo, se confirmado, representaria valorização superior a 1.394% e superaria o topo histórico de US$ 3,10 alcançado em 2021. O mesmo analista assinou recentemente projeção otimista para o XRP.
Baleias acumulam volume recorde
O lado on-chain reforça o argumento técnico. Carteiras de grande porte controlam hoje 25,09 bilhões de ADA, mais de 67% do supply circulante, segundo dados citados por Martinez. A acumulação não parou nem mesmo durante a queda de 71% iniciada em dezembro de 2023, o que indica posicionamento de longo prazo, e não saída defensiva.
Esse padrão lembra o que está acontecendo em outras altcoins de alta capitalização. As carteiras de baleias de XRP também atingiram máxima histórica recente, num movimento típico de fim de bear ou início de acumulação institucional.
O que pesa para o investidor brasileiro
Para quem opera no Brasil, o cenário traz dois pontos práticos. O primeiro é a liquidez: o ADA continua entre os tokens com par direto em real nas principais exchanges locais, o que reduz custo de entrada para apostas no setup de Martinez. O segundo é o ambiente regulatório em mudança. Com a obrigação de CNPJ e reporte à Receita Federal avançando sobre as corretoras estrangeiras, posições de médio prazo precisam considerar tributação mensal sobre ganhos.
Há também o componente macro. O CPI dos EUA em abril reduziu a probabilidade de cortes agressivos de juros pelo Fed, o que historicamente pressiona altcoins de beta elevado como o Cardano. Em outras palavras, mesmo que o SuperTrend confirme a reversão, o vento macro precisa colaborar para que os alvos de US$ 0,33 e US$ 0,42 saiam do papel dentro do horizonte sugerido por Martinez.
Por enquanto, o gatilho técnico está acionado e o suporte de US$ 0,25 segue como linha divisória entre tese de recuperação e nova perna de queda.
