Cofundador da BitMEX vende US$ 5,5 milhões em Ethereum e investe tudo em DeFi

Cofundador da BitMEX vende US$ 5,5 milhões em Ethereum e investe tudo em DeFi
  • Hayes realoca milhões de ETH para projetos DeFi em queda
  • Portfólio privilegia PENDLE enquanto Ethereum perde espaço estratégico
  • Rede Ethereum cresce apesar da pressão de concorrentes e do preço baixo

O mercado cripto começou a semana com mais um movimento ousado de Arthur Hayes. O cofundador da BitMEX vendeu US$ 5,5 milhões em Ethereum e realocou tudo para uma cesta de projetos DeFi. Ele mostrou que continua disposto a assumir riscos mesmo com a forte volatilidade que marca o setor nas últimas semanas.

Hayes liquidou 1.871 ETH, avaliados em US$ 5,53 milhões, e direcionou os recursos para tokens ligados ao DeFi. A decisão surpreendeu parte dos analistas, mas reforçou o papel do investidor como um dos nomes mais atentos às mudanças do mercado.

Hayes reforça aposta em PENDLE, LDO, ENA e ETHFI

O executivo comprou quase um milhão de PENDLE, avaliados em cerca de US$ 1,75 milhão. Além disso, ele adquiriu 2,3 milhões de LDO, equivalentes a US$ 1,29 milhão, e 6,05 milhões de ENA, avaliados em US$ 1,24 milhão. Hayes também comprou 491 mil ETHFI, totalizando aproximadamente US$ 343 mil. Esses números mostram uma clara preferência por projetos que oferecem rendimento, governança ou participação em protocolos de liquidez.

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Nas últimas semanas, ele também transferiu 682 ETH para a Binance, movimento que representou outros US$ 2 milhões. Logo depois, consolidou uma estratégia que ampliou sua exposição ao DeFi. Hoje, mais de 60% de sua carteira está distribuída entre, DeFi e stablecoins, enquanto o Ethereum aparece em posição secundária.

Mesmo assim, o portfólio atual mostra forte concentração em PENDLE, que responde por quase metade da alocação. Embora os principais tokens comprados estejam em queda, Hayes mantém a convicção de que o setor pode se recuperar ao longo dos próximos trimestres.

Ethereum perde espaço no portfólio, mas rede mostra sinais positivos

Apesar da queda do preço do Ethereum e da dificuldade em recuperar a faixa dos US$ 3.000, a rede apresentou números relevantes. O Etherscan registrou 2,2 milhões de transações na terça-feira, o maior volume semanal do ano. As taxas também seguem muito abaixo do pico de 2022, quando chegaram a superar US$ 200.

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O crescimento da atividade sugere um possível retorno de usuários para a camada principal, depois de meses de movimento intenso nas soluções de camada 2. Além disso, a Token Terminal observa que 8,7 milhões de contratos inteligentes foram criados no quarto trimestre, impulsionados por RWA, stablecoins e infraestrutura. Para a empresa, “o Ethereum está se tornando silenciosamente a camada de liquidação global“.

Enquanto isso, redes como Solana, Avalanche e BNB Chain tentam avançar com alta velocidade, sub-redes personalizáveis ou liquidez integrada às exchanges. Mesmo assim, pesquisadores da RedStone classificaram o Ethereum como “o padrão institucional”, destacando segurança e liquidez como pilares.

As atualizações Pectra e Fusaka também reforçaram a eficiência da rede. A primeira melhorou o staking e preparou a base para avanços de escalabilidade. Já a segunda elevou o limite de gás para 60 milhões, ampliando a capacidade de processamento.

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Diante desse cenário, a decisão de Hayes gerou reações diversas. Alguns usuários do X elogiaram a movimentação estratégica.

Um deles afirmou: “A rotação para DeFi faz sentido, considerando os atrasos na atualização do ETH“. Mas alertou logo depois: “Ainda assim, esses rendimentos têm um preço“.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia, comecei minha jornada com consoles no Nintendo 64. Sempre explorando novos gadgets e tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, meu maior hobby é jogar futebol.
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