- HYPE se destaca com alta enquanto o mercado afunda
- Ouro digital ganha força em cenário global incerto
- Bitcoin segue pressionado após forte sequência de quedas
O mercado de ativos digitais entrou em fevereiro sob um clima de medo extremo, após um janeiro devastador que eliminou mais de US$ 350 bilhões em valor. A capitalização total caiu para cerca de US$ 2,7 trilhões, enquanto o Bitcoin encerrou seu quarto mês consecutivo em queda, algo que não acontecia desde 2018. Nesse ambiente, muitos investidores enxergam pânico, mas outros veem oportunidade.
Apesar das incertezas, fevereiro surge como um mês crucial para quem deseja identificar criptomoedas com potencial em meio à forte volatilidade. O comportamento recente do mercado mostra que o movimento de correção não ocorreu apenas nas criptos, já que até o ouro e a prata sofreram quedas históricas.
Hype ganha força mesmo com o mercado em queda
A Hyperliquid aparece como um dos poucos destaques positivos neste início de mês. A plataforma, construída como uma exchange descentralizada voltada para contratos perpétuos e ativos tradicionais, ganhou tração após a implementação da atualização HIP-3. Essa mudança ampliou o acesso a mercados maiores e atraiu novos participantes.
Enquanto quase todas as principais criptomoedas recuaram, o HYPE subiu 25% em apenas um mês, tornando-se uma das raras exceções entre os 20 maiores ativos. O protocolo se destaca por manter alto volume de taxas, que frequentemente supera US$ 2 milhões por dia, mesmo em momentos turbulentos. Como essas taxas são convertidas quase integralmente em compras de HYPE no mercado, a pressão de demanda cria um suporte natural para o preço.
Muitos analistas observam que a Hyperliquid encontrou um nicho sólido, combinando alta receita, adoção crescente e resiliência durante quedas acentuadas do mercado. Isso coloca o HYPE como um dos ativos mais observados para fevereiro.
Bitcoin pressiona o sentimento, e metais preciosos surpreendem
O Bitcoin continua pesando sobre o humor dos investidores. O preço recuou mais de 40% desde a máxima histórica e agora opera abaixo de US$ 80 mil, algo que amplia os temores de uma correção prolongada. Porém, movimentos tão longos de baixa costumam abrir espaço para reações inesperadas, especialmente quando fatores macroeconômicos começam a mudar.
A surpresa, no entanto, veio dos metais preciosos. O ouro caiu mais de 10%, enquanto a prata despencou mais de 7% em poucos meses. Essa volatilidade incomum em ativos considerados estáveis indica que o estresse nos mercados é maior do que o previsto.
Nesse cenário, muitos acreditam que o ouro pode se recuperar em breve, influenciado por tensões geopolíticas e mudanças na liderança econômica global. Caso isso aconteça, a melhora pode refletir também nas criptomoedas, permitindo uma retomada gradual do apetite por risco.
Criptomoedas lastreadas em ouro, como PAX Gold (PAXG) e Tether Gold (XAUT), ganham nova relevância. Elas oferecem exposição ao metal em formato digital, funcionando como uma alternativa para investidores que desejam reduzir risco sem abandonar totalmente o mercado cripto.
Em fevereiro, a combinação de incerteza macroeconômica, quedas recentes e oportunidades descontadas reforça que a volatilidade continuará alta. Nesse ambiente, ativos como HYPE, BTC e criptos lastreadas em ouro devem permanecer no centro das atenções, enquanto o mercado busca sinais claros de recuperação.
