- Endereços ativos diários de DEXE atingem recorde histórico de 298
- Top traders da Binance mantêm 75,38% das contas em posições vendidas
- Token precisa romper US$ 24,61 para abrir caminho até US$ 30
O token DEXE, da plataforma de governança descentralizada DeXe Network, virou um dos casos mais discutidos do mercado de altcoins ao acumular alta próxima de 45% nas últimas semanas. O movimento veio acompanhado de métricas on-chain em níveis inéditos, indicando que a valorização não é fruto apenas de especulação alavancada.
Dados da plataforma Santiment mostram que os endereços ativos diários da rede saltaram para 298, maior marca já registrada desde o lançamento do projeto. O crescimento de novas carteiras também chegou a 86, recorde desde dezembro de 2020. Em paralelo, dezoito transações acima de US$ 100 mil foram contabilizadas em um único dia, sinalizando entrada coordenada de baleias.
Saída de tokens de exchanges reforça acumulação
O comportamento das baleias se soma a um movimento de retirada de DEXE das corretoras centralizadas. Quando moedas saem das exchanges em volume, o leitura de mercado costuma ser direta, investidores estão guardando posição em carteiras privadas, reduzindo a oferta disponível para venda imediata.
Esse padrão alinha o comportamento on-chain à curva de preços, algo que raramente acontece em ralis movidos apenas por alavancagem. Para o investidor brasileiro acostumado a ver pumps de altcoins evaporarem em horas, a coincidência entre adoção real e valorização funciona como filtro de qualidade embora não elimine o risco de correção abrupta em ativos de baixa liquidez como o DEXE.
Top traders da Binance resistem ao rali
O contraste mais visível está no derivativos. Levantamento do CoinGlass aponta que apenas 24,62% das contas dos top traders da Binance estavam compradas no momento da análise, contra 75,38% em posições vendidas. O Long/Short Ratio desabou para 0,33, número que indica ceticismo agressivo entre os profissionais.
Esse desequilíbrio costuma ser combustível para o chamado short squeeze. Se o preço continuar firme, os vendedores podem ser forçados a recomprar para fechar posições, empurrando a cotação ainda mais para cima. O fenômeno é conhecido de quem acompanhou movimentos parecidos em altcoins menores ao longo de 2024 e 2025, quando posições concentradas viraram pivô de saltos de dois dígitos em poucas horas.
Ao mesmo tempo, as taxas de funding ponderadas pelo open interest seguem positivas, com leitura de 0,0059%. O dado mostra que traders alavancados continuam pagando prêmio para manter posições compradas, mesmo num cenário em que os profissionais do book vendem na ponta contrária.
DEXE precisa romper US$ 24,61 para abrir caminho até US$ 30
Do ponto de vista técnico, o DEXE reconquistou o nível de US$ 19,77 com um candle semanal forte e agora encara a resistência em US$ 24,61. Acima desse patamar, o próximo alvo relevante no gráfico semanal está em US$ 30, faixa que delimitou o topo histórico recente.
O indicador MACD segue confirmando a tendência de alta. A linha do MACD permanece acima da linha de sinal e ambas avançam em terreno positivo, ainda que o histograma tenha começado a perder fôlego. Perder o suporte em US$ 19,77 abriria espaço para um teste de US$ 13,81, cenário que invalidaria a tese de curto prazo.
Contexto brasileiro e liquidez em real
No Brasil, o DEXE não figura entre os tokens mais negociados nas principais corretoras locais como Mercado Bitcoin, Foxbit e Bitybank. O acesso costuma passar por exchanges internacionais, o que adiciona camadas de risco cambial e de custódia. Com o dólar a R$ 5,1800, cada token DEXE na faixa de US$ 24 equivale a cerca de R$ 125, valor que torna o ativo acessível mas pouco líquido para ordens maiores.
O quadro também ocorre em meio a um cenário mais frágil para o Bitcoin, que opera em US$ 59.176 após nova rodada de liquidações. Altcoins de média capitalização tendem a sofrer correções mais agressivas quando o BTC perde suportes técnicos, o que pode pressionar o DEXE mesmo com a leitura on-chain favorável. A divergência entre adoção crescente e posicionamento de derivativos é o que define o próximo capítulo do ativo.
