- Ethereum opera a US$ 1.695 após perder 45% das máximas acima de US$ 3.000
- Open Interest despenca de US$ 35 bilhões para US$ 24 bi e zera alavancagem
- Clusters de liquidação em US$ 1.750, US$ 1.800 e US$ 1.900 ameaçam vendedores
O Ethereum opera nesta segunda-feira (8) a US$ 1.692,40, equivalente a R$ 8.788,92, depois de uma alta de 4,1% nas últimas 24 horas. Mesmo com o repique, o ativo acumula perda próxima de 45% desde as máximas acima de US$ 3.000 e flerta com uma zona de suporte que vem segurando a tendência de longo prazo desde o fundo de 2022.
A combinação entre reset de alavancagem e desequilíbrio no posicionamento dos derivativos colocou o ETH em uma encruzilhada técnica. Dados de open interest e mapas de liquidação indicam que vendedores agressivos estão acumulados logo acima do preço atual, o que abre espaço para um short squeeze caso o token recupere resistências próximas.
Suporte em US$ 1.500 define tendência de longo prazo
O gráfico semanal do ETH mostra o preço encostado na linha de tendência ascendente que orienta a recuperação desde o ciclo de baixa anterior. A faixa entre US$ 1.650 e US$ 1.400 concentra compradores recorrentes e funciona como divisor de águas para o cenário macro do ativo.
O RSI semanal está perto da zona de sobrevenda, sinalizando exaustão dos vendedores, enquanto o MACD segue em cruzamento de baixa. Romper o piso de US$ 1.400 invalidaria a estrutura plurianual e abriria caminho para alvos mais agressivos. Trader Ali Martinez já chegou a projetar alvo em US$ 1.070 caso o suporte ceda.
Open Interest cai US$ 11 bilhões em derivativos
O contrato em aberto de Ethereum recuou de aproximadamente US$ 35 bilhões para US$ 24 bilhões, redução de quase um terço da exposição alavancada do mercado. Diferentemente de fases bearish clássicas, em que o open interest sobe enquanto o preço cai, a leitura atual mostra traders fechando posições e retirando risco.
Esse comportamento sugere que boa parte do excesso especulativo já foi eliminada. Em ambientes com alavancagem reduzida, eventuais movimentos de recuperação tendem a ser mais consistentes, porque não dependem de liquidações em cascata para sustentar fôlego. Por outro lado, se preço e open interest continuarem caindo juntos, a leitura passa a ser de desinteresse estrutural cenário que reforçaria a perda do suporte chave já testado em correções recentes.
Clusters de liquidação acima de US$ 1.700 pressionam vendedores
O mapa de liquidação da CoinGlass mostra concentração desproporcional de liquidez short acima do preço atual. Os maiores agrupamentos estão posicionados em US$ 1.750, US$ 1.800 e US$ 1.900, indicando que a maioria dos traders alavancados aposta em queda adicional. Os dados podem ser consultados no painel público da CoinGlass.
Se o ETH romper US$ 1.700 com volume, essas posições começam a ser estopadas. Cada liquidação força recompra automática, gerando combustível para o próprio movimento de alta mecânica que já marcou repiques do Bitcoin em 2025, quando shorts somavam US$ 2,6 bilhões em posições vulneráveis.
Investidor brasileiro enfrenta spread amplo em real
Para quem opera ETH em corretoras locais, a precificação atual coloca o ativo perto de R$ 8.789, considerando o dólar a R$ 5,1831. A volatilidade implícita em derivativos brasileiros tende a amplificar movimentos: exchanges como Mercado Bitcoin e Foxbit costumam abrir spreads maiores em momentos de incerteza técnica, o que penaliza entradas a mercado.
A leitura prática é dupla. Quem opera spot pode usar a faixa de US$ 1.400 como referência de invalidação para teses compradoras de médio prazo. Já quem atua com alavancagem precisa monitorar funding rates negativas sinal clássico de excesso de shorts porque elas costumam preceder squeezes violentos. Uma baleia adormecida chegou a vender 10 mil ETH recentemente, ampliando a pressão vendedora.
