Ethereum morreu, o futuro do DeFi está no Bicoin, diz especialista

Imagem: Dall-e
  • Ethereum morreu, perdeu força; Bitcoin lidera nova fase do DeFi.
  • Solana cresce, mas memecoins minam sua credibilidade no DeFi.
  • DeFi no Bitcoin atrai liquidez e inova com sustentabilidade.

O Ethereum perdeu sua liderança no mundo das finanças descentralizadas (DeFi), e o novo protagonista do setor é o Bitcoin. Essa é a visão de Matt Mudano, CEO da Arch Labs, que declarou nesta semana que o momento atual marca uma virada histórica no universo cripto.

Segundo Mudano, o Ethereum enfrenta sérios problemas estruturais. As soluções de segunda camada (L2), que deveriam reduzir custos e melhorar a escalabilidade, acabaram fragmentando a liquidez e tornando o capital menos eficiente. Hoje, os protocolos DeFi operam em silos isolados, competindo entre si por recursos, o que prejudica o crescimento sustentável.

Além disso, o roteiro de desenvolvimento do Ethereum muda constantemente, o que dificulta a construção de um sistema sólido e de longo prazo. A proposta recente de “abstração de cadeia”, segundo o executivo, falha na prática e não resolve os problemas fundamentais de alinhamento de incentivos.

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Muitos desenvolvedores e usuários migraram para a Solana, que tem atraído atenção com sua velocidade e baixas taxas. Porém, segundo Mudano, o crescimento da Solana está baseado em uma economia especulativa movida por memecoins, e não em aplicações financeiras sustentáveis. A alta recente veio acompanhada de fraudes, pump-and-dumps e extração de liquidez por oportunistas.

Ethereum morreu e DeFi renasce no Bitcoin

Ethereum morreu
Imagem: Coingecko

Enquanto isso, o DeFi construído sobre o Bitcoin vive uma verdadeira explosão de crescimento. De acordo com dados recentes, o valor total bloqueado (TVL) no DeFi do Bitcoin subiu de US$ 300 milhões para US$ 5,4 bilhões entre o início de 2024 e fevereiro de 2025 — um aumento de mais de 1.700%.

Protocolos como Babylon, Lombard e SolvBTC lideram o setor, permitindo que os usuários transformem Bitcoin em um ativo produtivo, com funcionalidades de staking, empréstimos e colateralização. Inovações como o staking duplo e a tokenização do hashrate estão criando novas formas de utilidade para o Bitcoin.

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Além disso, os tokens BRC-20 e os Ordinals movimentaram mais de 66 milhões de inscrições e geraram US$ 420 milhões em taxas, mostrando a força da demanda por ativos tokenizados na rede do Bitcoin.

Para Mudano, o Bitcoin representa a única base sólida para a próxima geração do DeFi. Com uma capitalização de mercado de US$ 1,7 trilhão e mais de US$ 94 bilhões em ETFs, o Bitcoin já atrai o interesse de investidores institucionais e governos.

Ethereum teve seu momento. Solana teve seu hype. Agora é a vez do Bitcoin colocar em prática a visão original de Satoshi para um sistema financeiro descentralizado”, conclui Mudano.

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Jornalista, assessor de comunicação e escritor. Escreve também sobre cinema, séries, quadrinhos, já publicou dois livros independentes e tem buscado aprender mais sobre criptomoedas, o suficiente para poder compartilhar o conhecimento.
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