Analista projeta Ethereum a US$ 800 e cita reset do mercado

  • Rafaela Rigo prevê Ethereum em US$ 800 e cenário extremo a US$ 400
  • Queda até US$ 800 representaria perda superior a 61% sobre o preço atual
  • Ted Pillows aponta bear flag e alerta para correção rumo a US$ 1.960

Uma previsão macro para o ethereum voltou a circular entre traders depois que a analista Rafaela Rigo afirmou que a segunda maior criptomoeda pode desabar até a faixa de US$ 800, com cenário extremo apontando para US$ 400. O ativo é negociado acima de US$ 2.100, o que tornaria a queda projetada superior a 61% sobre o preço atual.

O argumento de Rigo, divulgado em publicação no X, é que essa correção seria parte de um reset estrutural, eliminando projetos sem demanda real e devolvendo o mercado a níveis de suporte sustentáveis. A analista lembrou que, em 2024, já havia projetado queda do ETH até US$ 1.900 o que de fato se confirmou e apontado US$ 800 como zona de compra estratégica.

Ciclo catabólico e tese do reset

Rigo classifica o ciclo atual como catabólico, mesma definição que usou para o movimento de 2024. Em sua leitura, a varredura de preço serve para limpar o ecossistema. Ela cita o avanço de esquemas pump-and-dump e o lançamento descontrolado de novos tokens como fatores que sufocaram o sentimento e empurraram investidores para fora do mercado.

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O cenário de US$ 400, embora secundário, segue na mesa caso o ETH falhe em conter a pressão vendedora. Esse nível levaria o ativo a um patamar não visto desde 2019, apagando praticamente todo o ciclo de valorização posterior à DeFi Summer. A analista classifica a tese como macro, ou seja, exige tempo para se desdobrar e recomenda evitar trades emocionais no intervalo.

O alerta não vem isolado. O trader Ted Pillows identificou uma bear flag no gráfico diário do par ETH/USDT e avisou que a perda dos US$ 2.100 abriria caminho rápido para US$ 1.960, queda adicional próxima de 6%. A configuração técnica costuma anteceder continuação de tendência de baixa quando o rompimento ocorre no suporte da bandeira.

O que isso significa para o investidor brasileiro

No mercado local, a tese encontra eco em dados recentes. ETFs de criptoativos vêm registrando saídas relevantes, e o apetite institucional por ETH segue muito atrás do observado em bitcoin. Quem mantém posição em real precisa considerar dupla camada de risco, a queda do ativo em dólar somada à oscilação cambial em ciclos anteriores, o efeito combinado amplificou perdas em corretoras como Mercado Bitcoin, Foxbit e Binance Brasil.

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Outro ponto sensível envolve produtos estruturados. Fundos de cripto registrados na CVM e BDRs de empresas com exposição ao ethereum tendem a replicar a curva do ativo com defasagem, o que costuma penalizar quem tenta sair em meio à volatilidade. O cenário de US$ 800 testaria também a tese contrária defendida em projeções como o paralelo entre ETH e ouro que vê a rede como ativo monetário de longo prazo.

Vale o contraste com o histórico. Em bear markets anteriores, ethereum caiu mais de 90%, despencando entre 2018 e também no ciclo de 2021. Uma queda para US$ 800 seria menos severa que ciclos anteriores, embora ainda prejudique compradores próximos da máxima.

Sinais técnicos no curto prazo

No gráfico de quatro horas, o ETH acumula semanas de pressão vendedora e perdeu médias móveis de referência. O volume em exchanges spot segue baixo, indicando ausência de compradores agressivos no nível atual. A região entre US$ 1.960 e US$ 2.100 concentra a disputa imediata. Abaixo dela, a próxima zona técnica relevante fica em torno de US$ 1.500 última grande consolidação antes do rali de 2024.

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O mesmo movimento de risk-off vem sendo observado em padrões gráficos do bitcoin, em saídas bilionárias em ETFs e na fraqueza generalizada das altcoins. O ambiente macro, com Fed sinalizando possível alta de juros, reforça o pano de fundo bearish citado por Rigo.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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