Futuros de Bitcoin somam US$ 61,9 bi com mercado dividido

  • Open interest global em futuros de Bitcoin atinge US$ 61,9 bilhões em 14 de maio
  • Binance lidera com 19,05% do mercado e US$ 11,79 bi em posições abertas
  • Vencimento de 26 de junho na Deribit concentra US$ 14,52 bi em opções

O mercado de derivativos de bitcoin voltou a níveis pesados. Em 14 de maio, o open interest agregado em futuros somou US$ 61,9 bilhões nas principais exchanges, com 759.550 BTC em posições abertas. O dado mostra um mercado que reconstruiu exposição depois do tombo do início do ano, quando o agregado chegou a furar os US$ 30 bilhões.

A Binance aparece no topo da lista por volume bruto. A corretora concentra 144.730 BTC em contratos, equivalentes a US$ 11,79 bilhões e a 19,05% do mercado global. Logo atrás vem a CME, com 119.240 BTC e US$ 9,72 bilhões fatia de 15,69%. O ganho de open interest em 24 horas ficou em 1,61%, com movimento de +3,72% nas últimas quatro horas.

Nas pontas, as variações foram bruscas. A BingX registrou salto de 17,81% em open interest no período, o maior do ranking. Na direção oposta, a Kucoin perdeu 17,25% das posições, a queda mais aguda entre as grandes plataformas.

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Institucional se protege na CME

A leitura mais relevante não está no volume bruto, e sim na razão entre open interest e volume diário. A CME marcou 2,0071 nesse indicador, o maior valor da tabela. Traduzindo: cada dólar negociado por dia carrega o dobro em posição aberta. É a assinatura típica de fundos e mesas institucionais que montam exposição e seguram, em vez de girar o livro como faz o varejo asiático.

Os dados da Cryptoquant reforçam essa postura. Ao longo de quase todo o primeiro trimestre de 2026, com o BTC oscilando entre US$ 65 mil e US$ 85 mil, as puts dominaram o livro de opções da CME. O movimento revela mesas institucionais comprando proteção contra novas quedas, não apostando em rompimentos de alta. É o oposto do que aparece no varejo da Deribit e da OKX.

Deribit aponta para junho pesado

No segmento de opções globais, o saldo geral ainda pende para o lado comprador. São 272.501 BTC em calls contra 204.098 BTC em puts, uma divisão de 57,18% a 42,82%. No volume de 24 horas a inclinação fica ainda mais forte, 70% para calls, 30% para puts. O contrato de maior open interest no mundo é a call de US$ 120 mil com vencimento em 25 de dezembro de 2026, com 6.980 BTC alocados na Deribit.

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O ponto crítico do calendário, porém, é 26 de junho. Esse vencimento na Deribit acumula US$ 14,52 bilhões em valor nocional, mais do que qualquer outra data em aberto. O total global de open interest em opções está em torno de US$ 40 bilhões, ante apenas US$ 14,68 bilhões em meados de 2024.

Max pain puxa preço para US$ 80 mil

Deribit, OKX e Binance convergem no chamado max pain o nível em que o maior número de opções vence sem valor entre US$ 78 mil e US$ 81 mil para os vencimentos próximos. Na curva da Deribit, 15 de maio fica próximo de US$ 80.500, recua para US$ 75 mil em 29 de maio e volta a US$ 80 mil em 26 de junho. A Binance mostra padrão diferente, com pico em US$ 85 mil para o contrato de 5 de junho.

Para o investidor brasileiro, o recado é direto. Com max pain ancorado nessa faixa e fluxo institucional comprando proteção via CME, o BTC tende a sofrer gravidade em torno de US$ 80 mil até o vencimento de junho. A leitura também explica a cautela vista em saídas dos ETFs spot nas últimas semanas e o cenário que tem alimentado análises como a de Peter Brandt sobre canal de baixa. Os dados consolidados estão disponíveis no painel da Coinglass, fonte primária do levantamento. No mercado local, exchanges como Bybit sob CNPJ brasileiro ampliam o acesso doméstico a esses mesmos derivativos.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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