Grayscale aponta 5 blockchains que devem liderar tokenização de ações

  • Grayscale seleciona Ethereum, Solana, BNB Chain, Avalanche e Canton como redes vencedoras
  • Modelo de wrapper concentra mais de 70% do valor de mercado das ações tokenizadas
  • Canton Network abrirá piloto regulado da DTCC para trazer papéis existentes on-chain

A gestora Grayscale divulgou nesta semana um relatório que separa a tokenização de ações em três fases distintas e aponta cinco redes com maior potencial de capturar esse fluxo. A lista inclui Ethereum, Solana, BNB Chain, Avalanche e Canton Network. Para o investidor brasileiro, o estudo funciona como um mapa de onde o dinheiro institucional deve pousar quando ações listadas em Wall Street começarem a circular no blockchain.

O head de pesquisa da gestora, Zach Pandl, afirma que cada fase da tokenização favorece um tipo diferente de infraestrutura. A leitura importa porque o próprio ETF spot da Grayscale para BTC e ETH ajudou a moldar o fluxo institucional em 2024 e agora a casa tenta antecipar o próximo grande vetor de demanda por blockspace.

Wrappers dominam 70% do mercado atual

A primeira fase é a dos third-party wrappers, que respondem por mais de 70% do valor de mercado das ações tokenizadas em circulação, segundo a Grayscale. O modelo funciona assim, uma ação tradicional é depositada em um veículo de propósito específico (SPV) e o investidor recebe um token que representa uma reivindicação sobre esse veículo não a ação em si.

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Esses ativos embrulhados rodam justamente em Ethereum, Solana e BNB Chain, onde podem ser negociados e injetados em protocolos de DeFi. É esse tipo de produto que a Robinhood, a Backed e a Kraken têm usado para oferecer exposição a ações da Nvidia, Tesla e Apple para clientes fora dos EUA. CVM ainda não autoriza distribuição desses tokens ao varejo brasileiro, empurrando parte da demanda para plataformas globais estrangeiras.

DTCC escolhe Canton para piloto regulado

A segunda fase mapeada pela Grayscale é o modelo de entitlement, no qual papéis já existentes migram para trilhos on-chain via infraestrutura pós-negociação regulada. A Depository Trust & Clearing Corporation que liquida praticamente toda ação negociada nos EUA escolheu a Canton Network como primeiro blockchain do seu piloto.

Na prática, a DTCC não cria uma versão paralela do ativo. Ela traz o próprio título para dentro de uma rede permissionada, mantendo o arcabouço regulatório existente.

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“Vemos a tokenização dos mercados de ações avançando em três fases, com cada fase gerando valor para tipos distintos de infraestrutura blockchain”, escreveu Pandl no relatório publicado pela Grayscale.

A Canton, mantida pela Digital Asset, deve rivalizar com redes públicas justamente nesse nicho institucional.

Securitize abre caminho para emissão nativa

A terceira fase, considerada pela Grayscale a de maior potencial de longo prazo, é a emissão nativa on-chain pelo próprio emissor. A Securitize tornou-se a primeira empresa listada na Bolsa de Nova York a tokenizar suas próprias ações ordinárias no momento do IPO. Nesse modelo, Ethereum, Solana e Avalanche saem na frente, segundo a gestora.

O gargalo é regulatório. Sem clareza da SEC sobre como registrar valores mobiliários nativos digitais, a adoção segue lenta. No Brasil, Drex testa liquidação tokenizada, enquanto Itaú e Bradesco estudam depósitos on-chain e padrões internacionais futuros importados.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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