- IBIT somou US$ 1,57 bilhão em entradas líquidas nos últimos 30 dias
- Fundo da BlackRock administra US$ 67,589 bilhões em Bitcoin
- ETFs à vista nos EUA captaram US$ 6,17 bilhões em agosto e setembro
A BlackRock voltou a puxar a demanda institucional por Bitcoin. O iShares Bitcoin Trust (IBIT), maior fundo de índice à vista do ativo no mundo, registrou US$ 1,57 bilhão em entradas líquidas nos últimos 30 dias, segundo dados de rastreamento on-chain do produto.
Só no dia 2 de outubro foram US$ 195,6 milhões adicionados à carteira do fundo. Um volume expressivo para uma única sessão, mas distante dos picos vistos no terceiro trimestre.
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A comparação ajuda a dimensionar. Entre 18 e 25 de agosto, o IBIT emplacou seis pregões consecutivos de captação que, somados, ultrapassaram os mesmos US$ 1,5 bilhão. Ou seja: o que antes levava menos de uma semana agora exige um mês inteiro.
Em 2 de outubro, o patrimônio sob gestão do fundo chegou a US$ 67,589 bilhões. A posição consolida o IBIT como o maior veículo regulado de exposição a BTC já lançado, à frente de concorrentes como Fidelity e Grayscale.
Quando a procura pelas cotas aumenta, participantes autorizados criam novas unidades do fundo — e cada unidade precisa ser lastreada em Bitcoin real, comprado no mercado à vista. O gestor não decide “acumular”: ele responde ao fluxo.
Isso explica por que o maior dia de compra do IBIT em mais de seis meses ocorreu em 21 de agosto, quando o fundo incorporou cerca de 6.930 BTC, avaliados em US$ 535 milhões à época. Foi um pico de criação de cotas, não uma aposta direcional da gestora.
ETFs americanos captaram US$ 6,17 bilhões em dois meses
O apetite não se restringe ao produto da BlackRock. O conjunto dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos recebeu US$ 3,52 bilhões em agosto e mais US$ 2,65 bilhões em setembro, conforme levantamento da SoSoValue. O resultado de agosto foi o segundo melhor desde outubro de 2025.
Esse retorno de capital coincidiu com a recuperação de preço. O BTC subiu 25,1% em agosto e fechou o mês perto de US$ 78.550. Em setembro, somou aproximadamente 7% e voltou a superar a faixa dos US$ 86.000.
Atribuir o movimento apenas aos fundos seria simplificação. Mas o padrão se repetiu: sempre que os ETFs entraram em sequências de captação relevante desde janeiro de 2024, a pressão compradora apareceu no livro de ofertas das exchanges à vista. O inverso também vale — períodos de resgate pesado antecederam correções.
O primeiro pregão de outubro já havia registrado US$ 102,7 milhões em entradas no conjunto dos fundos americanos. A sequência positiva do IBIT, portanto, não é um evento isolado do mês.
Dados de posição on-chain da BlackRock podem ser verificados publicamente nos painéis da Arkham Intelligence, que rastreia os endereços de custódia associados ao fundo.




