Kiyosaki mira compra de Bitcoin e ouro após reversão de tendência

  • Kiyosaki monitora ouro, prata, Bitcoin e Ethereum à espera de reversão técnica
  • Autor critica líderes globais e cita dívida e inflação como gatilhos
  • Gráficos de metais preciosos indicariam alta expressiva, segundo o investidor

O escritor Robert Kiyosaki, autor de Pai Rico, Pai Pobre, afirmou que pretende comprar Bitcoin, Ethereum, ouro e prata assim que os gráficos confirmarem a reversão das quedas recentes. A declaração foi feita em 20 de junho, em publicação no X, e mistura leitura técnica com um diagnóstico ácido sobre a condução econômica global. A chave kiyosaki bitcoin volta ao centro do debate entre investidores que acompanham ativos alternativos.

Conhecido por defender ativos escassos como proteção contra a desvalorização do dólar, Kiyosaki disse que parou de usar o preço isolado como gatilho de decisão.

“Um erro que cometi (e cometi muitos) foi deixar o preço determinar razões para comprar ou vender qualquer ativo”, escreveu.

O autor descreve um método que combina análise de gráficos com avaliação do ambiente político, fiscal e bancário em torno de cada classe de ativo.

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A tese por trás da espera técnica

Kiyosaki sustenta uma posição estruturalmente otimista com metais preciosos e criptomoedas, mas insiste em esperar o sinal técnico de virada antes de entrar em novas posições. Segundo ele, os gráficos de ouro e prata estão “prontos para uma alta massiva nos preços”. O autor, porém, não detalhou indicadores, padrões gráficos ou alvos numéricos que sustentem a leitura, o que limita a verificação independente da projeção.

A lógica do escritor vai além das velas. Ao avaliar imóveis, ele afirma observar geração de empregos e dinâmica econômica local antes do preço. Aplica o mesmo filtro aos metais, acompanha o que lideranças políticas e banqueiros centrais estão fazendo e pergunta se resolvem ou agravam os problemas.

“Acho que nossos líderes globais são incompetentes, só estão piorando as coisas”, disparou.

A mensagem original pode ser consultada na conta do autor no X.

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Dívida e inflação no centro do discurso

O recado encaixa com a narrativa que Kiyosaki vem repetindo há meses. O autor cita o avanço do endividamento dos governos, pressões inflacionárias persistentes e o que classifica como má gestão fiscal nos Estados Unidos. Para ele, esse cenário continuaria a empurrar capital para ativos considerados refúgio, como ouro, prata e Bitcoin, em detrimento de moedas fiduciárias.

Outros investidores ligados ao circuito do ouro seguem linha parecida. O gestor Lawrence Lepard, por exemplo, projeta Bitcoin em US$ 1 milhão em horizonte longo e mantém o ouro como hedge central de portfólio. A diferença é que Kiyosaki opta por aguardar confirmação de tendência nos gráficos antes de acionar a compra, em vez de acumular durante quedas.

Bitcoin a US$ 63 mil testa paciência de compradores

O cenário de mercado neste momento ajuda a entender a cautela. O Bitcoin opera em US$ 64.044, equivalente a cerca de R$ 328,9 mil, com queda de 0,7% em 24 horas. O Ethereum negocia próximo a US$ 1.730, e ativos como Cardano e Avalanche acumulam perdas mais expressivas na semana. Sem sinal claro de fundo, traders técnicos preferem esperar rompimento de resistências de curto prazo.

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A leitura técnica que falta no post de Kiyosaki tem sido fornecida por outras casas. Analistas projetam queda até US$ 59 mil caso o suporte atual ceda, enquanto a Standard Chartered mantém a tese de que o inverno cripto terminou e reitera alvo de US$ 100 mil para o ciclo.

Investidor brasileiro acompanha câmbio e IOF

Para o investidor local, a tese de Kiyosaki tem leitura dupla. Com o dólar a R$ 5,1500, qualquer movimento de reversão no preço do Bitcoin em USD chega amplificado em reais, especialmente para quem entra via stablecoins. Exchanges brasileiras já reportam fluxo defensivo, com investidores migrando parte das posições para USDT enquanto aguardam definição de tendência. A estratégia de “esperar a virada” também esbarra no IOF sobre operações de câmbio e na tributação mensal de R$ 35 mil em alienações, fatores que tornam o timing de entrada ainda mais sensível no Brasil que nos EUA.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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