- Pesquisador quebrou uma chave elíptica de 15 bits e recebeu 1 BTC como recompensa.
- Feito é chamado de maior ataque quântico já realizado contra criptografia de curvas elípticas.
- Apesar do avanço, o padrão do Bitcoin usa 256 bits, ainda muito distante desse teste.
Pesquisador independente quebrou uma chave elíptica de 15 bits com um computador quântico público e levou 1 BTC em recompensa do Project Eleven.
Embora o experimento não ameace o Bitcoin hoje, o avanço reacendeu o debate sobre riscos quânticos para a segurança das blockchains.
Maior ataque quântico já registrado amplia debate
O experimento foi classificado pelo Project Eleven como o maior ataque quântico já executado contra criptografia de curvas elípticas.
Lelli usou uma variante do algoritmo de Shor para resolver o problema matemático que protege assinaturas digitais em redes como Bitcoin e Ethereum.
A busca envolveu um espaço de 32.767 combinações, muito acima do recorde anterior.
Em 2025, Steve Tippeconnic havia quebrado uma chave de apenas 6 bits, agora, o salto foi de 512 vezes, segundo o projeto.
Apesar disso, o Bitcoin usa chaves 256 bits, incomparavelmente maiores, por isso, não há ameaça imediata.
“O salto de 15 para 256 bits ainda é enorme”, afirmou.
O Project Eleven, porém, segundo a empresa, a discussão começa a migrar da física para um desafio de engenharia.
Além disso, estudos recentes elevaram a preocupação, um paper do Google estimou menos de 500 mil qubits físicos para quebrar a criptografia do Bitcoin.
Outra pesquisa sugeriu algo próximo de 10 mil qubits em cenários mais eficientes.
Risco quântico vira pauta estratégica para o mercado cripto
O alerta cresce porque cerca de 6,9 milhões de bitcoins estão em carteiras com chaves públicas expostas na blockchain. Em tese, elas poderiam ser alvo em um cenário de computação quântica madura.
Por isso, redes e empresas já discutem migração para criptografia pós-quântica. Desenvolvedores do Bitcoin estudam caminhos. Ethereum, Tron, StarkWare e Ripple também avançam em propostas.
Alex Pruden, CEO do Project Eleven, reforçou o senso de urgência.
“Os requisitos para esse tipo de ataque seguem caindo”, disse.
Entretanto, nem todos veem risco imediato, a Bernstein afirmou recentemente que a computação quântica deve ser tratada como um ciclo de atualização de médio e longo prazo, não como ameaça atual.
Esse contraste importa, o feito de Lelli não coloca o Bitcoin em risco hoje, porém, funciona como um sinal.
A indústria começa a tratar segurança pós-quântica não mais como hipótese distante, mas como preparação estratégica.
