- ETFs de Bitcoin perderam US$ 179 milhões em fevereiro. Saídas somam mais de US$ 6 bilhões desde novembro de 2025.
- Nick Szabo criticou o papel da Jane Street na formação de preços e na liquidez.
- Ele afirmou que investidores estão perdendo confiança em intermediários, não no Bitcoin.
O pioneiro da criptografia Nick Szabo criticou a forte influência de instituições financeiras nos ETFs de Bitcoin e questionou quem realmente controla seus preços.
Além disso, ele destacou que bilhões de dólares já saíram desses fundos desde novembro de 2025, sinalizando perda de confiança no modelo institucional.
Saídas bilionárias expõem fragilidade dos ETFs de Bitcoin
Os ETFs spot de Bitcoin registraram saídas de US$ 179 milhões apenas em fevereiro, entretanto, o movimento negativo começou antes. Desde novembro de 2025, as retiradas superaram US$ 6 bilhões. Esse valor representa mais de 10% de todo o capital que entrou nesses fundos.
Por isso, Szabo alertou sobre riscos estruturais, segundo ele, os ETFs confiaram a formação de mercado a empresas como a Jane Street. Essas empresas podem negociar contra seus próprios clientes.
Além disso, Szabo reforçou o princípio central do Bitcoin. Ele afirmou:
“Not your keys, not your coins”.
Em português, isso significa que sem controle das chaves, o investidor não possui o ativo.
Portanto, o argumento central é claro, o problema não está no Bitcoin. O problema está na dependência de intermediários financeiros.
Wall Street volta ao centro das críticas
Szabo afirmou que o Bitcoin surgiu justamente para eliminar intermediários. Entretanto, os ETFs reintroduziram essas estruturas tradicionais. Isso recria riscos antigos dentro de um sistema criado para evitá-los.
Além disso, ele sugeriu que o capital está migrando para o Bitcoin direto. Isso ocorre porque investidores buscam soberania financeira. Eles querem controle real sobre seus ativos.
O debate também envolve eventos passados. Szabo mencionou o colapso do ecossistema da Terraform Labs, que criou o UST e o LUNA. Segundo ele, falhas expõem fragilidades necessárias para evolução do setor.
Ele declarou:
“Se um protocolo não pode ser quebrado, ele merece sobreviver”.
Portanto, falhas ajudam a separar projetos sólidos de estruturas frágeis.
Enquanto isso, instituições continuam comprando Bitcoin, a BlackRock, por exemplo, mantém aquisições relevantes. Isso mostra que o interesse institucional permanece forte, apesar das saídas recentes.
O debate atual revela uma divisão clara, de um lado, investidores institucionais dominam ETFs, de outro, defensores do Bitcoin priorizam autocustódia e independência.
No entanto, a crítica de Szabo vai além do momento atual. Ela questiona o próprio futuro da integração entre Bitcoin e Wall Street, portanto, o mercado enfrenta uma escolha. Ou prioriza conveniência institucional, ou preserva a soberania financeira original do Bitcoin.
