Peter Schiff diz que correlação de Bitcoin com ouro nunca existiu

  • Peter Schiff afirma que correlação entre Bitcoin e ouro nunca foi real
  • Ouro sobe 9% e Nasdaq 13% em 2026 enquanto BTC recua 11%
  • Michael Saylor rebate e vê fase de construção institucional no ciclo

O economista Peter Schiff voltou a atacar a narrativa do Bitcoin como ouro digital e afirmou que a correlação entre os dois ativos nunca foi real. A declaração ganhou tração em posts no X nesta sexta-feira, com o BTC negociado em torno de US$ 63.927 (cerca de R$ 327.210), alta de 1,6% em 24 horas.

Chefe de economia da Euro Pacific Asset Management, Schiff sustenta que o argumento de reserva de valor caiu por terra ao longo de 2026. Ele cita números fechados do ano: ouro em alta de 9%, prata subindo 11%, Nasdaq avançando 13% e Russell 2000 com 14%. No mesmo intervalo, o Bitcoin acumula perda de 11%.

“Bitcoin finalmente é o ativo descorrelacionado que vocês esperavam. Mesmo quando ativos de risco e de proteção sobem, ele cai”, ironizou o economista em publicação no X.

A crítica foi endossada por analistas que acompanham o comportamento cruzado entre criptoativos e commodities.

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Schiff desmonta tese do ouro digital

O raciocínio de Schiff se apoia em dois eixos. Primeiro, ele lembra que o Bitcoin não acompanhou o rali do metal em 2025, período em que uma verdadeira correlação com ativos de refúgio teria aparecido. Depois, aponta que o BTC agora cai em movimentos independentes ou até simultâneos ao ouro o que, para ele, prova a ausência de caráter monetário compartilhado.

A segunda camada da tese mira a antiga sincronia com ações de tecnologia. Durante anos, o Bitcoin foi tratado como uma versão alavancada da Nasdaq, oscilando na mesma direção do índice. Esse elo, segundo Schiff, também rompeu neste ano. O Nasdaq segue perto das máximas enquanto o BTC opera em tendência inversa.

A postura anti-Bitcoin do economista não é nova. Em outubro de 2025, ele já havia alertado para perdas expressivas no mercado cripto e projetou que o ativo poderia cair a US$ 75 mil patamar que já foi rompido para baixo desde então. A previsão, incomum em sua trajetória, acabou se confirmando na direção, ainda que sem o timing exato.

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Saylor e onchain veem fase de construção

Do outro lado da mesa, Michael Saylor, presidente executivo da Strategy, sustenta que o momento é de construção institucional. Para ele, balanços corporativos, e não o varejo, vão comandar a próxima perna de adoção. A leitura ignora o preço no curto prazo e foca no acúmulo de tesouraria por empresas listadas.

Analistas onchain adotam tom parecido. Ki Young Ju, fundador da CryptoQuant, projeta que o atual ciclo de baixa pode se estender até o início de 2027 antes de uma reversão estrutural.

Vale lembrar que dados recentes da própria CryptoQuant mostram baleias absorvendo 270 mil BTC mesmo com saques bilionários em ETFs. A leitura é de transferência de mãos fracas para mãos fortes, algo típico de fases de acumulação após correções profundas.

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B3 e hedge em real recolocam Bitcoin no radar local

No Brasil, o debate ganha camadas adicionais. A B3 lançou recentemente opções sobre futuros de Bitcoin, Ethereum e Solana, ampliando ferramentas de hedge para investidores locais em meio à volatilidade.

O próprio Bitcoin trava agora perto de uma resistência técnica em US$ 64 mil, com RSI ainda sem sinal claro de reversão. Se o metal amarelo continuar subindo e o BTC seguir de lado ou em queda no segundo semestre, o argumento de Schiff ganha corpo. Já uma ressincronização com ouro ou ações sugeriria correlação apenas dormente. Enquanto o mercado decide, o economista mantém a receita antiga, comprar ouro.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.
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