Privacidade em risco: sistema ligado à OpenAI teria monitorado carteiras cripto indefinidamente

Privacidade em risco: sistema ligado à OpenAI teria monitorado carteiras cripto indefinidamente
  • Pesquisadores afirmam que dados coletados pelo provedor Persona foram enviados ao FinCEN, agência do Tesouro dos EUA.
  • O sistema poderia monitorar carteiras cripto continuamente, com mais de 250 verificações automatizadas.
  • CEO da Persona nega cooperação atual com agências federais e critica a divulgação das alegações.

Usuários que fizeram verificação de identidade para acessar serviços avançados da OpenAI podem ter tido dados enviados a órgãos federais dos EUA, segundo investigadores independentes.

A acusação envolve a Persona, que teria enviado informações pessoais e endereços cripto ao Financial Crimes Enforcement Network, vinculado ao US Department of the Treasury.

Código exposto sugere envio direto de dados ao governo

Pesquisadores conhecidos como vmfunc, MDL e Dziurwa publicaram a investigação em 18 de fevereiro de 2026. Eles encontraram códigos públicos que mostram envio direto de dados a sistemas governamentais.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O relatório detalha que a plataforma registra relatórios em bases oficiais e integra ferramentas de monitoramento financeiro, incluindo a Chainalysis, que analisa carteiras, transações e possíveis vínculos com atividades ilícitas.

Além disso, essas informações podem alimentar listas de vigilância contínuas. Os pesquisadores alertaram:

“A mesma empresa que coleta seu passaporte também opera uma plataforma que envia relatórios de atividades suspeitas ao governo.”

O sistema adiciona carteiras a listas permanentes de vigilância.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Sua carteira entra em uma lista e passa a ser monitorada indefinidamente”, afirmaram.

O código também identifica proprietários prováveis, analisa valores, rastreia histórico e executa mais de 250 verificações automatizadas.

Portanto, a plataforma cria um modelo de vigilância contínua, capaz de acompanhar carteiras mesmo após o fim da verificação inicial.

Empresa nega cooperação atual e levanta dúvidas

O CEO da Persona, Rick Song, respondeu às acusações e afirmou que a empresa não trabalha atualmente com agências federais.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Estou genuinamente decepcionado com a forma como isso foi tratado”, disse.

Entretanto, ele não negou diretamente as funcionalidades do código, o que aumentou dúvidas entre especialistas.

Eles confirmaram a infraestrutura, mas ainda não sabem como as autoridades a utilizam. Além disso, o caso levanta preocupações sobre a extensão do monitoramento.

A investigação também indica riscos relacionados à retenção de dados. Os sistemas armazenam informações biométricas por até 3 anos, e documentos podem permanecer permanentemente.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Por isso, críticos alertam que usuários podem ser monitorados sem saber, ampliando preocupações sobre privacidade digital.

Futuro da privacidade digital entra em debate

As acusações pressionam empresas de tecnologia e identidade digital e levantam dúvidas sobre transparência e consentimento. Além disso, colocam em evidência o debate sobre o uso ético de dados pessoais em serviços de IA.

Não está claro se a OpenAI realmente enviou dados ao governo, mas a existência das ferramentas já preocupa especialistas.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Portanto, o caso pode acelerar discussões sobre privacidade, vigilância e o papel das empresas na coleta de dados, marcando um ponto crítico entre IA, identidade digital e liberdade financeira.

Compartilhe este artigo
Adepto do DeFi e convertido à descentralização, deixei o sistema financeiro tradicional para viver a revolução cripto de dentro. Respirando blockchain, escrevendo sobre o que move o futuro — longe dos bancos, perto da liberdade.
Sair da versão mobile